O AUTORITARISMO E AUTOCRACIA PURITANAS: HERANÇA MAL AFAMADA IMPOSTA AOS CALVINISTAS.

 O Calvinismo e as Ideologias Autocráticas e Autoritárias

1.   A QUESTÃO.

1.1. JEZABEL HARRIS: A QUE PONTO CHEGAMOS! PARTE 1.

1.2. JEZABEL HARRIS: A QUE PONTO CHEGAMOS! PARTE 2.

1.3. PARTIDARIZAÇÃO POLÍTICA DA FÉ: PECADO CONTRA A IGREJA.

1.4. O AUTORITARISMO E AUTOCRACIA PURITANAS: HERANÇA MAL AFAMADA IMPOSTA AOS CALVINISTAS.

1.5. HORIZONTES DA DEFESA DA DEMOCRACIA NO MEIO RELIGIOSO.

1.6. RALLIE DO ESTADO: POLÍTICAS PÚBLICAS, ABORTO, GÊNERO E TANTAS COISAS TÃO OU MAIS IMPORTANTES.

1.7. DEMOCRACIA? POR QUE NÃO?

1.8. REPUBLICANISMO,SIM? DEMOCRACIA, NÃO?

A preocupação que temos em colocar o puritanismo no centro  da discussão acerca de autocracia e autoritarismo é a discussão com os calvinistas de boa cepa, a esses nos dirigimos, pois os tais “calvinistas neopuritanos” não tem conserto. Segundo o que dizem.

Diz, por  exemplo,  o recém falecido pastor batista do sul dos EUA, A. J. “Chip” Conyers[1], Professor de Teologia na Baylor University, autor de muitas obras, com especial destaque na área de escatologia, e de “uma das mensagens mais importantes para os sulistas que apareceu nos últimos anos”: “no puritanismo, frequentemente, se encontra uma forma extrema de calvinismo que teria sido estranha ao próprio João Calvino”. 

Cerco a Bristol - Revolução Inglesa. 

Seria puritano o mesmo que calvinista?

No Século XVII, que  marca o seu apogeu, a maioria do movimento puritano alinhava-se com a teologia reformada (calvinista), nem todos, porém, eram calvinistas estritos. O título “calvinista” hoje carrega uma imensa bagagem teológica e nem sempre é uma descrição precisa da crença dos ministros puritanos dos séculos XVI e XVII. Muitas opiniões sobre vários pontos da teologia existiam entre os puritanos.

Para  ilustrar a variedade de posições teológicas, o puritano Richard Baxter questionou intensamente os pontos de teologia que foram afirmados na Assembleia de Westminster. Ele se envolveu em debates acalorados com o ministro puritano John Owen e escreveu sobre suas divergências com outros ministros puritanos, como Thomas Goodwin e Thomas Manton. John Goodwin, outro ministro puritano proeminente, veio afirmar um entendimento arminiano da predestinação.

Não é bem o calvinismo, então, pode fazer parte do calvinismo defraudado, ressaltando aspectos antidemocráticos históricos do movimento puritano,  vigentes na Velha e na Nova  Inglaterra, nos Séculos XVII e XVIII.

É ainda de Conyers o dizer de que no coração do puritano “a bondade da criação é esquecida, a esperança final torna-se não tanto as boas novas de Deus resgatando seu mundo da escravidão; em vez disso, torna-se o triunfo de um Deus soberano sobre um mundo decaído totalmente destituído de sua bondade original. É uma teologização que dá a impressão de especulação gnóstica. Quanto mais desdenhosa é sua doutrina quanto à experiência e quanto menos moderada, mais deve ser confiável”.

Eu diria, quanto mais abusador, quanto mais grosseiro, quanto mais insultador, mais confiável é para o calvinismo defraudado. 

Domingo de manhã, os puritanos bem armados rumam ao local de adoração. Tempos idos. Nunca voltarão? 

Não seria isso, contudo,  os efeitos colaterais do puritanismo, e não os terapêuticos que o princípio ativo dele operava, antes do vencimento  de sua validade? Busca de uma vida de oração em comunhão com Deus por meio das Sagradas Escrituras?

Havia sempre alguém qque questionava certa forma de piedade exageradamente piegas.

Mas, não é sem evidências históricas que Conyers cita Nathaniel Hawthorne quando este reclamou do tipo que transforma a abstração moral em um ídolo:

“Eles não têm coração, simpatia, razão, consciência. Eles não manterão nenhum amigo, a menos que ele se torne o espelho de seu propósito; eles vão feri-lo e matá-lo, e pisotear seu cadáver, ainda mais prontamente se você der o primeiro passo com eles e não puder dar o segundo, o terceiro e todos os outros passos de seu caminho terrivelmente reto”[2].

Um livro de mil páginas seria pouco somente para discorrer sobre “abstração moral”, a moralidade em abstrato, de  modo  geral, bifurcando em moralidade privada e pública, para daí buscar arranhar um pouquinho sobre moralidade pessoal, em sentido concreto, particular e a moralidade social em sentido mais amplo, estendendo regras de conduta de uma parte para toda a sociedade.

Conyers entende que “o puritano negligencia o mistério e subestima a profundidade do pecado, até mesmo o seu. Ele falha em ver que onde as melhorias foram feitas, elas foram, na melhor das hipóteses, ambivalentes e desconexas. Nessas ocasiões, havia vislumbres maravilhosos de liberdade, bondade, generosidade, indústria, caridade e coisas do gênero. Mas os problemas nunca foram apagados como os puritanos da Velha e da Nova Inglaterra haviam previsto. E a ética do puritano trouxe pelo menos tanta desordem quanto melhora”.

Hoje em dia é do ‘fundamentalismo’, como termo quase sempre usado em sentido pejorativo, raramente definido com acuidade, que se trata.

Muitas vezes, o termo fundamentalismo refere-se ao fanatismo religioso do tipo que poderia mais bem ser chamado de "puritanismo" no sentido vulgar. O  islamismo xiita no Irã e o Talibã no Afeganistão têm em seus “puritanismos” aflorados. Ordem que se estabelece com a desordem definitivamente puritana, não fundamentalista, embora esses movimentos sejam frequentemente identificados como seitas ou movimentos "fundamentalistas islâmicos".

Cristão ou não, o  puritano, no  sentido vulgar, deseja curar a ambiguidade do mundo. Ele pensa que fazer o certo é uma questão simples, a ser realizada com força, se necessário. Ele fala casualmente em "resolver problemas" na sociedade, como se tal coisa já tivesse ocorrido - como se a história tivesse produzido qualquer coisa, menos melhorias lentas e incertas, dentro de enclaves de comunidades humanas e, às vezes, dentro de civilizações que se estendem por grande parte de um continente.

 

Paulo Salim Maluf; conhecido puritano no sentido vulgar brasileiro. Politico ladino, mas paladino da familia e dos bons costunes, para quem "os direitos humanos são somente para os humanos direitos". 

Esse afã de “resolver problemas” vincula o puritanismo no sentido vulgar com a extrema-direita. Aqui, a propósito, que a  democracia cristã  levou  o baile dos direitopatas populistas.  Conforme Invernizzi Accetti não haveria uma boa razão para o acúmulo de muitos eleitores de direita no campo populista. Não é necessariamente sua agenda ideológica que mudou drasticamente, mas sua paciência: eles reconhecem a capacidade de Trump e sua turma de realizar suas esperanças sem gastar tanto tempo em negociações cansativas com oponentes e conversa fiada de moderação. É por isso que, como a experiência dos últimos anos mostrou tão cruelmente, os apelos à decência ou à dignidade têm muito pouco efeito. Encantados com o brio de confronto de seus líderes, os eleitores populistas sabem o que querem e há uma razão para não estarem interessados ​​em alternativas, cristãs ou não.

Pode-se conferir isso quando quem evoca as tradições herdadas do puritanismo não discute política, rezam, mesmo no espaço público, como no privado, os seus valores éticos e morais: valores éticos e morais das “Sagradas Escrituras”.

Certo dia, pedi a um amigo que me definisse o puritanismo, isso apenas no tocante à questão, então sobre a mesa, da prática comunitária litúrgica, referente ao culto público, ao que me respondeu, é o sistema que visa a imposição de “regrinhas”. Assim, pouco nos preocupemos com as “regrinhas puritanas”. No tempo em que os puritanos reinavam regrinhas se revestiam regras máximas para a coletividade, agora as coisas não são mais assim. Não cabem “regrinhas” mais nem mesmo no  afanoso meio religioso.

O problema é quando o “mundo” do regulador por regrinhas avança por sobre o mundo abstrato, e o concreto  por sobre o abstrato. O particular sobre o geral. A vontade  particular sobre a vontade geral. Quando o que  se refere às doutrinas da graça divina viram vara de aferição da conduta no meio laico.            

Pastor que faz do púlpito parlatório politico preocupado com as impuresas morais que degradam o mundo que nos foi dado de "porteira fechada". Tem que tomar posse!

Mas já que se falou em “reza”, retorne-se ao “rosário” das sete “estações” das injuriosas abstrações morais do “conservador cristão americano”. Quem está doutro lado da ponte, por questão de regrinha básica, simplesmente  estar filiado ao Partido Democrata, equivalente a um PSDB aqui no Brasil, é um “Senhor Jezabeo” ou uma “Senhora Jezabel”: 1) prostituta(o); 2) assassina (o) de crianças; 3) promotor (a) de sodomia; 4) incentivador (a) de imoralidade sexual nas escolas públicas; 4) coator (a) de cristãos; 5) corrupta (o) (ladrão/ladra); 6) subversiva (o) de das boas leis, isto é, decretos presidenciais autoritários que determinam até a separação dos pais, imigrantes, bandidos, traficantes, subumanos, de seus próprios filhos e 7) inconstitucional, pois não há na constituição “uma visão de mundo secular sem Deus” e... mais um ponto 8) marginalizador (a) de quem tem a cosmovisão bíblica!

Tudo isso se diz evocando a liberdade de expressão, garantida, segundo dizem, pela Constituição de 1778 dos EUA.

No caso, é de estarrecer o argumento de que não se trata da pessoa  que vota no partido democrata, republicano ou  independente, mas, de quem assina uma ficha de filiação, tornando-se totalmente desqualificado moralmente!

Evoca-se o puritanismo por questão de patriotismo nos EUA. Aqui no  Brasil o  bolsonarismo evoca o patriotismo mesclando o integrismo (integralismo) católico com o deslocado e tresloucado, em certo sentido, puritanismo! Afasta-se do puritanismo calvinista e vira tudo uma gosma puritânica beata e sincrética, conselheirista, apocalíptica, milenarista, carismática continuísta, neopentecostal.      

Então lá, nos EUA,  o “cristão  conservador” pode falar que o filiado a partido de que não gosta é prostituto; assassino e molestador de crianças, pertencente à uma rede mundial de pedófilos; sodomitas; imorais corruptores da infância e da juventude; corrupto e ladrão; subversivo e inconstitucional a serviço do Partido Comunista da China – PCC. Pode? Passa impune? Parece que pode:  tudo isso, nada pessoal, é de uma certa “perspectiva política”, perspectiva essa muito “santa”, muito “digna”, “evangélica”, firmada em que evidências mesmo? Evidências não, princípios, valores... 

O puritanismo, no sentido vulgar, devoto de Nossa Senhora de Aparecida. Prefere os terrivelmente evangélicos empenhados em uma guerra cultural pela moralidade - contra maconha, aborto, casamento entre pessoas do mesmo sexo;  polarizados contra a polarização racial em relação à ação afirmativa e à desigualdade de renda. Unidos contra o PT. Ah, sim, e o PT, hein?

Modula-se  discurso de ódio com o do indiferentismo ideológico para aliciar os eleitores do partido  rival, depois volta ao discurso de ódio; disfarça mal o estilo morde e assopra puritano, simula e  dissimula e aponta hipocrisia do outro.    

Corrupção não é apenas a causada por grandes esquemas da esquerda, mas, por exemplo, por rachadinha, funcionário fantasmas, enriquecimento ilícito... Esquerda  e direita  se unem  para fazer isso!! Mas a direita considera isso sem importância, quem mete a mão no orçamento e rouba trilhões, nos esquemas, é a esquerda, e o Maluf? Esquece...

Discurso de ódio não existe, só umas bravatas da boca pra fora, num coração cheio de amor para dar. Amor feito nas trincheiras da guerra pela moralidade, jamais acaba.

Parece que essa exasperação remonta aos puritanos,  no sentido vulgar, e se refere aos fundamentalismos, e ambos defraudam o calvinismo. 

Se chamar adversário político de corrupto não for discurso de ódio, o que será discurso de ódio?  

Só um ponto, não o mais intrigante, o mais simples de abordar. A Kamala Harris, como o símbolo da democracia republicana e liberal, é uma 5) corrupta e ladra porque quer “roubar de pessoas com uma boa ética de trabalho para dar às pessoas sem ela”. O que isso significa? Como se sustenta? Sem qualquer reflexão.  Sem qualquer pensamento crítico. Apenas apelando para a “abstração moral”.     

O Estado tem suas funções econômicas instrumentais. Ele precisa arrecadar tributos ao  menos para manter sua máquina, garantir a segurança dos cidadãos e das suas relações sociais e comerciais privadas. Até aí zero roubo. 

Mateus 22:17-21: “Dize-nos, pois, que te parece? É lícito pagar o tributo a César, ou não? Jesus, porém, conhecendo a sua malícia, disse: Por que me experimentais, hipócritas? Mostrai-me a moeda do tributo. E eles lhe apresentaram um dinheiro. E ele diz-lhes: De quem é esta efígie e esta inscrição? Dizem-lhe eles: De César. Então ele lhes disse: Dai, pois, a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus”.

Então o  governo não rouba quando arrecada tributos legalmente instituídos. É até bíblico.

Depois de arrecadar, o Estado tem três funções econômicas clássicas, denominadas funções fiscais: alocativa, distributiva e estabilizadora[3]. À luz disso, a direita no poder não rouba, mas a  esquerda  rouba, por quê? Provavelmente  porque aloca recursos do orçamento público para dar aos pobres, distribuir a renda nacional mediante, por exemplo, auxílio emergencial por causa da pandemia. Mas não pode porque pobres são  pobres porque não aplicam a “ética de trabalho” protestante, geralmente são negras e são desempregadas. Então os pobres receberão o seu cheque do governo federal, e em  favor deles que se  cria um sistema de seguridade social... isso é roubo, é corrupção. Entendem por que a “esquerda” é corrupta? Mas, as despesas são autorizadas por lei aprovada pelo Congresso, representantes do povo. E quanto a  um pacote de Trump[4] para acudir empresas com 200  bilhões de dólares.

A esquerda é corrupta porque “rouba de pessoas com uma boa ética de trabalho para dar às pessoas sem ela”. Então quando o governo privilegia pessoas brancas, ricas e protestantes, laboriosas com boa ética de trabalho, trilhões para empresários serem ajudados durante essa pandemia, não era roubo. Por quê? Pobre lá, diferente daqui, não paga impostos, só os ricos, e o dinheiro dos ricos não podem ir para o “estado de bem estar social” para ajudar pretos, pobres, imigrantes, pois ai é roubo!

O Estado, o grande Leviatã! O cetro e a espada! O cetro libera, a espada protege os livres do ponto de vista econômico! O Estado garante a defesa dos bons costumes pois esses facilitam o mercado. 

Uma coisa o Trump fez, e foi o certo, o que Kamala vai fazer é errado pois aí vira “adoração ao Estado todo-poderoso secular em primeiro lugar” e ter o seu deus, Estado, como “subserviente a eles”. Mas as pessoas mais abastadas em Brasília, não servem ao Estado, não dependem dos gastos e transferências do Estado? Estão adorando o Estado[5]?

 

Nova visão puritana do Estado: protege-se a moralidade, mas o mercado impõe a liberdade de uns devassos, mas outros devem continuar no tronco e do tronco para a fogueira. Puritanos cobram menos Estado, mais mercado! Oh, era dourada, melhor do que isso só o milênio! 


A nova ordem mundial puritana malufista propugna o liberalismo na economia e o conservadorismo nos costumes,  o desafio  é como colocar isso em prática? Na prática tem um nome: crueldade! A teologização da maldade! E o que tem debaixo dos panos? Deixa lá e de lá para o mar do esquecimento!  

A defesa dos direitos humanos está ameaçada em todo o mundo. Maluf  falou, está falado, no meu governo, direitos humanos são para os humanos direitos”. Quem defende direitos humanos  para os humanos não direitos é a esquerda.  

Puritanos por cada vez mais direitos, direitos humanos para os humanos direitos!

Se chamar adversário político de devasso, assassino e pedófilo não for discurso de  ódio, o que será discurso de ódio? Como se sustenta? Não se sustenta. 

Outra coisa, qualificar  os  homossexuais nos dias, sem discutir o mérito dos pecados sexuais, proibidos na Lei de Deus, de sodomitas não  é discurso de ódio? Sodoma e Gomorra foram destruídas pelos pecados sexuais, simplesmente. Tiro e Sidom cidades de opulentos mercadores fenícios foram ameaçadas.

Sodomitas deveriam ser mortos apedrejados, mas, conquanto o Novo Testamento afirme que tais não herdarão o Reino de Deus, caso não se arrependam, e creiam no Evangelho, essa passagem bíblica estabelece curioso contraste: 

 “Então, começou Jesus a admoestar severamente as cidades nas quais realizara numerosos feitos prodigiosos, porque não se arrependeram: “Ai de ti Corazim! Ai de ti Betsaida! Porque se os milagres que entre vós foram realizados tivessem sido feitos em Tiro e Sidom, há muito que elas se teriam arrependido, vestindo roupas de saco e cobrindo-se de cinzas. Entretanto, Eu vos afirmo que no dia do juízo haverá menos rigor para Tiro e Sidom, do que para vós outros. E tu, Cafarnaum, te arrogas subir até os céus? Pois serás lançada no inferno. Porque se as maravilhas que foram realizadas em ti houvessem sido feitas em Sodoma, teria ela permanecido até o dia de hoje. Eu, contudo, vos afirmo que haverá mais tolerância para com o povo de Sodoma no dia do julgamento, do que para contigo”. Mateus 11:20-24

E o que dizer de alguém que acusa de sodomita quem a rigor não pratica atos sexuais condenáveis? Apenas é um discordante de posições políticas, no ambiente fora da igreja, porque dentro da igreja tal detalhe da  vida pessoal deveria ser esquecido!  

 Todos nós precisamos dar explicações plausíveis e nos expor ao julgamento colegial, longe de Salém!   


Mas, o puritano, no sentido vulgar, não conhece o meio termo, para o outro tronco, fogueira e fel, mas para si e os seus... “mar do esquecimento” e terra que mana leite e mel... por isso está na berlinda!

Ministros da insurreição estão contra os ministros da rec0nciliação, diferentemente destes, aqueles são como Eric Metaxas[6], membro da Igreja Presbiteriana Central de Manhattan, de gente muio rica e muito conservadora, nos  costumes, mas filiada à Igreja Presbiteriana Evangélica -  EPC, uma nova denominação presbiteriana. Ele está entre os  patriotas puritanos, no sentido vulgar. Acredita que a  tal América deles está se arrastando em direção à Alemanha nazista. Pró-Trump explica como ele pensa sobre o cerco ao Capitólio e a América deles sob o governo do presidente Joe Biden. Seus pensamentos furtivos são explicitados em  uma recente entrevista. Por aí vê-se que não estou por fora!

Da mesma madeira o tronco e a tora transformada em carteiras de escola. Quanto mais tora menos tronco. 


Parece que Metaxas está na linha extremista do movimento Sovereign Grace Churches (SGM; anteriormente Sovereign Grace Ministries e People of Destiny International , PDI ), o que não estaria longe da EPC – Evangelical  Presbyterian Church,  exceto no tocante à EPC que até  ordena mulheres. O SGM seria grupo de igrejas reformadas, neocarismáticas, evangélicas, cristãs restauracionistas localizadas na América deles, do Norte. Tem sido descrito como uma família de igrejas, denominação e rede apostólica. Além das congregações norte-americanas, também existem congregações  do “ministério” na Austrália , Bolívia, Etiópia , Grã-Bretanha , Alemanha e México.

O SGM não se afastou da linha política escorreita, da "abstração da moralidade", mas concretamente cometeu abusos!  

O SGM  agora está mira da Trinity Foundation, Inc.  e  Center for the Study of Hate and Extremism

O  pessoal do “Cult Chaos” afina a mira! Tempo de murici, cada um cuida de si!

Sugere reflexão os sinais de alerta para seitas. Que vai para as entrelinhas.[7]

Histeria puritana.

A herança mal afamada do puritanismo é o autoritarismo, autocratismo, sectarismo, isolacionismo, extremismo. Fé e política, tudo a ver!

Os participantes  dos grupos de WhatsApp em honra ao Bolsonaro  contra tudo o que é corrupto, devem tomar cuidado  para ver se não estão caindo em cilada.



Continua.



[2] “O termo ‘fundamentalismo’ é quase sempre usado em sentido pejorativo, mas acho que raramente é definido com cuidado. Muitas vezes, o orador se refere a fanatismo religioso do tipo que poderia ser melhor chamado de "puritanismo". No caso do islamismo xiita no Irã, e no caso do Talibã no Afeganistão, a desordem é definitivamente puritana, não fundamentalista, embora essas sejam frequentemente identificadas como seitas ou movimentos "fundamentalistas islâmicos". O puritano deseja curar a ambiguidade do mundo. Ele pensa que fazer o certo é uma questão simples, a ser realizada com força, se necessário. Ele fala casualmente em "resolver problemas" na sociedade, como se tal coisa já tivesse ocorrido - como se a história tivesse produzido qualquer coisa, menos melhorias lentas e incertas, dentro de enclaves de comunidades humanas e, às vezes, dentro de civilizações que se estendem por grande parte de um continente . O puritano negligencia o mistério e subestima a profundidade do pecado, até mesmo o seu. Ele falha em ver que onde as melhorias foram feitas, elas foram, na melhor das hipóteses, ambivalentes e desconexas. Nessas ocasiões, havia vislumbres maravilhosos de liberdade, bondade, generosidade, indústria, caridade e coisas do gênero. Mas os problemas nunca foram apagados como os puritanos da Velha e da Nova Inglaterra haviam previsto. E a ética do puritano trouxe pelo menos tanta desordem quanto melhora”. (...)

“Esse dualismo metafísico ou deixa o mundo sem um Deus, como se encontra no deísmo do Criador há muito esquecido e finalmente irrelevante; ou então a Deidade retorna, como no puritanismo da Nova Inglaterra, golpeando os pobres pecadores com a vara da conquista moral. O Deus deísta está faltando e a natureza se torna estéril e racional, desprovida de calor ou vida. É uma natureza desencantada. O Deus puritano governa sobre uma natureza igualmente desencantada, mas que não só está alienada de Deus, mas sempre pagará o preço por sua alienação”.

“O Deus puritano se aproxima, em outras palavras, para vencer. O amor desse Deus consiste em esperança do outro lado de uma montanha de ira. E enquanto ele está por perto (ao contrário da divindade deísta), ele é moralmente transcendente, a terrível visitação da justiça absoluta. Em nome de tal Deus, a ética se torna uma arma para subjugar a natureza. E a natureza se torna o inimigo”.

Este artigo foi publicado anteriormente no Abbeville Blog em 20 de outubro de 2014. A.J. Conyers - https://www.reckonin.com/aj-conyers

[3] Na função alocativa, o Estado atua diretamente na produção de bens. De acordo com a Teoria Econômica do Bem-Estar Social, existem razões para essa atuação produtiva do Estado, as denominadas falhas de mercado: competição imperfeita, existência de bens públicos, presença de externalidades e de mercados incompletos, informação imperfeita, desemprego e outros distúrbios macroeconômicos. Por meio do Orçamento Público são feitas alocações de recursos, por exemplo, para que empresas governamentais atuem diretamente na oferta de bens à sociedade. De acordo com a função distributiva, verifica-se que nem todas as distribuições de bens e recursos da sociedade são desejáveis, principalmente por considerações de eficiência e de justiça social. Isso leva a que o governo se utilize do Orçamento para promover políticas de distribuição de recursos públicos como forma de tentar resolver tais tipos de problemas. Em termos macroeconômicos, a política fiscal por meio do Orçamento Público visa promover ajustes para que a economia atinja adequado nível de estabilidade. Essa

função estabilizadora é importante com vistas a um alto nível de emprego, um grau razoável de estabilidade nos preços, equilíbrio no balanço de pagamentos e uma aceitável taxa de crescimento econômico.

[7] Rick Ross, especialista em seitas, desenvolveu uma lista de dez sinais de alerta para grupos vulneráveis, publicada pelo Cult Education Institute. Portanto, vamos dar uma olhada em todos os dez sinais e comparar:

 1. Autoritarismo absoluto sem responsabilidade significativa.

Adoção  de  posicionamento sem qualquer treinamento científico formal, sem darem permissão para apontar sua ignorância científica ou chamar atenção para seu estilo de vida incompatível com a posição extremada.

2. Sem tolerância para perguntas ou questionamentos críticos.

Questões e perguntas críticas não são meramente rejeitadas ou refutadas. O infeliz herege imediatamente experimenta uma implacável investida ad hominem de desprezo e ódio e é frequentemente sujeito a acusações de assassinato direto.

3. Nenhuma divulgação financeira significativa em relação ao orçamento, despesas, como demonstrações financeiras auditadas de forma independente.

4. Medo irracional sobre o mundo exterior, como catástrofe iminente, conspirações malignas e perseguições.

Entram aqui as teorias da conspiração.

5. Não há razão legítima para sair, ex-seguidores estão sempre errados em sair, negativos ou mesmo maus.

6. Os ex-membros frequentemente relatam as mesmas histórias de abuso e refletem um padrão semelhante de queixas.

7. Existem registros, livros, artigos de notícias ou programas de televisão que documentam os abusos do grupo/líder.

8. Os seguidores acham que nunca podem ser “bons suficientemente”.

9. O grupo/líder está sempre certo.

10. O grupo/líder é o meio exclusivo de conhecer a “verdade” ou receber validação, nenhum outro processo de descoberta é realmente aceitável ou confiável.

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