A PRECIOSA UNÇÃO DO LEGITIMO CHEFE DA NAÇÃO.

Unção é o ato ou efeito de ungir, de aplicar óleo consagrado numa pessoa, por extensão, a  unção se refere à cerimônia religiosa em que esse ato se dá. Fora do círculo religioso não há unção, nesse sentido literal, porém simbólico! No sentido não literal, figurado, remete-se à “coisa” simbolizada, a outorga de poderes.

Somente na ultrapassada teocracia o nosso santo e bom Deus aprouve outorgar os poderes ao "seu ungido”, comedor de macarrão. Acabou com esse vetusto expediente provavelmente depois do fiasco que foi Herodes, o Grande, que fora, ou se atribuiu como se fosse, salvo engano, o último ungido de Deus em Israel. 

Desde então o Deus Todo-poderoso não ungiria mais senão alguns eclesiásticos da Igreja d’Ele. Foi a partir de Constantino que os eclesiásticos da Igreja d’Ele, por conta e risco deles, por uns bons séculos passam a ungir os tais "reis". Até que o bom Deus providencialmente permitiu que esses "ungidos reais" tivessem a boa e merecida e bem aventura guilhotina por sobre os seus reais pescoços, pelo que foram promovidos para as "mansões dos mortos", celestiais, ou não, quem o sabe!
A promessa está se concretizando, por Fernando Horta - GGN
No círculo político a unção não vige desse modo, pode até querer dizer outra coisa!  

Acompanhe essa explicação.

Todas as pessoas direta ou indiretamente podem atuar na política, no contexto da política pública em que figuram instituições, ideias e atores[1].
Políticos eleitos são os atores políticos domésticos[2] os quais aponto em primeiro lugar, não por ordem de importância.  Prefiro tratar deles em relação com outro ator político que é o público. Muito mais importante. Sociedade civil, vontade coletiva, opinião pública, eleitorado, cidadania etc. A prevalência desse ator político sobre os demais configura a sociedade participativa e faz surgir os poderes constituídos divinamente constituídos[3] pela vontade manifesta do povo, em assembleia constituinte: executivo e legislativo. A constituinte estabelece a posição de um outro poder constituído, o judiciário.
O público na democracia representativa a e participativa, mediante o voto dos eleitores unge os representantes de suas preferências, propostas visões. Não há hierarquia entre o executivo e legislativo. Porque não há um ungido celestialmente ou previamente pois todos os ungidos recebem a mesma unção do voto.
Não é porque o postulante a um cargo majoritário eleito com aquele mero mínimo, a metade mais um do número de eleitores,  no segundo turno, que tal indivíduo vai ter mais peso político do que quaisquer um dos deputados ou senadores da República. Porquanto, na verdade, a escolha se deu mais pela exclusão dos outros e não pela escolha de tal postulante. Ele tem que ter a humildade de reconhecê-la.  
O Congresso Nacional, Parlamento, somando todos os representantes do povo, evidentemente,  tem muito mais peso político do que o Presidente. Isso ocorre analogamente em relação aos estados e municípios. Sequer entre os pares um parlamentar com mais voto popular tem mais peso político do que o de menos voto.


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O que era antes a botija de azeite do sacerdote!

A ideia de que o Presidente da República tem hegemonia perante outros poderes, ou até em termos de políticas públicas, é um engano. É um delírio. Certos políticos populistas e reacionários usam dessa pretensa superioridade como simples engodo para oferecer vãs promessas aos seus encantados cujo cumprimento não depende dele, sequer, muitas vezes, nem dele deve ser a iniciativa para discussão de tema no Parlamento. Fazem isso com desfaçatez, falastrona e picaretamente. 

Apesar de o Brasil não ser uma república parlamentarista, mas presidencialista, o Presidente da República, ainda que detenha o poder do veto sobre as propostas, a última palavra sempre é dos representantes do povo.

Junto com esses dois atores políticos - os políticos eleitos e o público - figura aqui a chamada burocracia.

Ela é integrada por todos funcionários nomeados que lidam com a política e administração públicas. Normalmente ingressam por concurso público em que demonstram méritos e passam a deter a expertise burocrática capaz de ajudar o executivo no cumprimento de suas funções, e no inter-relacionamento com o legislativo. Quem lida mesmo com os problemas e necessidades da Nação, os que pensam, é a burocracia, a área técnica governamental, que no Brasil está muito presente também no legislativo e menos no judiciário, já que a judicial é a única função do judiciário.
Junto com políticos eleitos, público e burocracia, tem-se os outros atores políticos: partidos políticos, grupos de interesse e de pressão, think-tanks e organizações de pesquisa, comunicação de massa e expert's/consultores acadêmicos. Esses atores políticos ocupam o cenário composto por eles as instituições e as ideias.  
As pessoas podem participar integrando esses ”atores políticosinstituições e promovendo ideias.
Quando se depara com uma figura obtusa chamada de bolsolavista surge dele a interrogação: “quem é você na fila de pão”, intimidando e insinuando que nós, o público, não podemos ser o sujeito, mas apenas um objeto do processo político. Esse sujeito é o chefão e o seu círculo de assessores ignorantes encastelados no poder. É preciso se contentar com a condição de simples minion de quem teria privativa autoridade divina para fazer e falar quaisquer bobagens. A resposta tem que ser incisiva, clara, o público, a população, de quem o presidente é simples empregado, é um dos atores políticos em paridade com os políticos eleitos e os demais. Tem que aprender a se posicionar como tal. 


Nova política", interlocução | Uma visão popular do Brasil e do mundo

Se você for. feito eu, cristão, cidadão do reino terrestre (político) e do reino celeste (apolítico), quer aceite ou não, não é mais Deus, por meio de ordens sacerdotais religiosas cristãs, não-cristãs ou pagãs, quem ungeoutorgando poderes a políticos eleitos. Ele deu ao seu servo laico essa autoridade. E a deu para quem nem é seu servo! Não seja incompetente, um bananês, querendo devolver o oficio para o qual Deus o designou! Não baixe a cabeça perante impostores! O eleitor é quem dá a unção para eles quando os escrutina nas urnas, e a retira quando um deles não a mereça mais, quando se posiciona na oposição e tece críticas e até propõe impeachment, no caso de crime de responsabilidade!  O cidadão é quem detém a unção. Tem-na mão como a botija santa!  

Vejo por aí certos internautas incautos, ou mal intencionados, referir-se a um tal “chefe da nação”. São os vindos diretamente dos grupos de WhatsApp, controlados por milícias digitais comandadas pelo gabinete do ódio, que tem por aí, que tentam reeleger a qualquer custo o “chefe” deles de plantão. E ele nem governou e já querem o incauto, ou mal intencionado totalitário, reeleito! Eu votei nesse um no segundo turno, for no more...      

O Brasil, vale lembrar, não se transformou naquela Banânia. Não tem chefe de nação, sequer tem por aqui essa figura esdrúxula em “nação indígena”. Indígena quando muito tem “chefe de aldeia”! Chefe, se que é ainda o tem, é o encontradiço no canteiro de obras de construção! Nas empresas tem, aliás, os encarregados de processos de trabalho e os seus colaboradores!

Era uma vez um reino chamado BANÂNIA

O “chefe” de “araque”, de marca “traque[4], em questão, pousa, ou posa, em redes sociais de chefe de facção, que por essa dita cuja é tido como chefe de nação! Faz uma encenação! É uma impostura. Uma palhaçada[5].  

Em minha modesta opinião, são os sicários de uma seita que o bajulam dessa forma. São os como uns de outrora, que por aí, bajulavam o antigo apostrofado “babalorixá de banânia”[6], lembram-se? ... são esses que assim chamam, um aí, como que ao “novo babalorixá da tal nova política em banânia”! Chefe de que? Como de que? Como de “chefe da nação”, cultural, relativa aos guerreiros da nação de Ogum? Ou dos cruzados, ou templários do rei? Do flamengo, atlético, palmeiras...? Ou chefe ou líder de seita religiosa, Rev Moon, Bispo Macedo, INRI Cristo, e outros...   

Por que eu vos afirmo isso, nobres amigos meus, tão diletos e tão queridos? Motivo por que única e tão-somente há que se considerar que estado, governo, país e nação são conceitos que abrangem aspectos diferentes, que na realidade não se correspondem.  

Vamos ungir um dia de fato, quem sabe, o chefe da nossa Nação brasileira. Um outro por que esse um ai não vai dar no couro!

Estado é o conjunto de instituições que controlam e administram uma nação ou país e o seu ordenamento jurídico, ou seja, é uma definição de ordem jurídica. No caso do Brasil, isso seria um Estado que possui uma Constituição Federal, leis ordinárias, medidas provisórias, decretos, resoluções, portarias e toda uma hierarquia jurídica. Se o tal “chefe” assumisse apenas a condição simples, o que ainda se espera dele, seria o chefe de Estado, apenas uma figura representativa, que pode ser substituída em eventos por qualquer pessoa da diplomacia, ou mesmo do alto escalão do governo.  

País. É a composição geográfica da nação. Normalmente coincide com um Estado, mas existem estados e nações sem países, como os Cavaleiros de Malta (Estado sem país) e os ciganos (nação sem país), respectivamente.

Governo é o aparelho de estado que tem um chamado “chefe do poder executivo”, chefe de governo, que jamais pode ser confundido com um de “chefe de nação” de Banânia! Tanto é assim que o chefe de governo hoje é o presidente, mas quando do seu eventual afastamento, é o vice-presidente, ou o presidente da câmara, ou o presidente do Supremo Tribunal Federal. Não há mística nenhuma no papel de “chefe de poder”, “chefe do governo”.

Nação, pois, é definida pelo conjunto de características culturais, tradições, língua, costumes, entre outros fatores, que formam uma identidade mais cultural do que política pela qual os indivíduos se identificam, se sentem participes. As nações antecedem o Estado e tem um caráter mais subjetivo e humano. Um Estado pode ser formado por diversas nações, assim como uma nação pode estar dividida em diversos Estados.

Então, o tal chefe de plantão não é o chefe da nação, por esse motivo, e por outros que posso trazer para cá! Diria que esse negócio de “chefe de nação”, muito manjado,  evoca o nacionalismo à lá fascismo. O chefe da nação seria um macho, chefe de família, vira chefe de clã, depois chefe de milícia (ooooops!!), senhor da guerra, que vê a nação como monólito formado por chefes de famílias, clãs, e (oooops) milícias!

Poderia até o Senhor Presidente da República, talvez de 2022, pra frente, vir a ser ungido com tal título honorífico, caso e quando, tão-somente, toda a nação lhe conferisse essa unção! Se, e quando, tal Estadista congregasse as forças políticas das instituições, ideias e atores com todas as características culturais, tradições, línguas, costumes do país, dentre outros fatores. Quando, e se, tão-somente, em torno dessa pessoa de sanidade mental; respeitada e respeitável; preparada e honesta; culta e inteligente; não corrupta, - o  que é de somenos - pois isso não qualifica ninguém só elimina alguns - se vê sintetizada numa identidade nacional coletiva, democrática liberal, pela qual a maioria dos indivíduos se identificam e se sentem participes ou representados por um grupo político, liderado por tal Estadista.

Todos em, e pela, paz e harmonia, enfrentariam como uma Nação as vicissitudes da nacionalidade, não importando quais sejam esses verdadeiros ungidos de Deus, os eleitores, indiferentemente sejam do PSoL, PT, PSDB, MDB, DEM, PSL, PP, Republicanos, Cidadania... sem partido, mas todos, apesar de divergências, reconhecessem a liderança de um homem, ou duma mulher, que não divide a nação entre esquerda, direita e centro. Sequer o faça influenciado por uma delirante comunidade virtual de teóricos da conspiração, negacionistas anticientíficos, principalmente. Por um bando de milicianos digitais que fazem sua campanha ré-eleitoral[7], enquanto defende a ditadura militar!  

Gostaria de saber o que o internauta tem na cabeça? Queria que o internauta tivesse consciência do que tem na cabeça, ou do que não tem? Há algo presente ou ausente, em sua mente, que o impeça de ver a realidade brasileira como ela é? A nossa realidade institucional, constitucional, política? Em que mundo o internauta está afinal? No mundo real ou virtual? A realidade é o que  nem se vê, mas apenas se imagina: real ou virtual? Como alguém foi parar preso num mundo virtual de grupo de WhatsApp? Como é que é pensar diferente de maneira virtual do que é real, no mundo não virtual, real?  

(sujeito à edição)




[1] Howlett, Michael; Ramesh M. e Perl, Anthony - Política Pública – Seus Ciclos e Subsistemas – Uma Abordagem Integral. Rio de Janeiro – Elsevier – 2013 pg. 57-100.
[2] Há os atores políticos internacionais
[3] Romanos 13:1-8:
 “Toda a alma esteja sujeita às potestades superiores; porque não há potestade que não venha de Deus; e as potestades que há foram ordenadas por Deus. Por isso quem resiste à potestade resiste à ordenação de Deus; e os que resistem trarão sobre si mesmos a condenação.
Porque os magistrados não são terror para as boas obras, mas para as más. Queres tu, pois, não temer a potestade? Faze o bem, e terás louvor dela. Porque ela é ministro de Deus para teu bem. Mas, se fizeres o mal, teme, pois não traz debalde a espada; porque é ministro de Deus, e vingador para castigar o que faz o mal. Portanto é necessário que lhe estejais sujeitos, não somente pelo castigo, mas também pela consciência. Por esta razão também pagais tributos, porque são ministros de Deus, atendendo sempre a isto mesmo.
Portanto, daí a cada um o que deveis: a quem tributo, tributo; a quem imposto, imposto; a quem temor, temor; a quem honra, honra. A ninguém devais coisa alguma, a não ser o amor com que vos ameis uns aos outros; porque quem ama aos outros cumpriu a lei.


[4] Nem genérico dele se pode dizer.
[5] Não sem motivo que mui propriamente é intitulado de Jair Messias Bolsonaro, o Bozo!  
[6] https://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/e-o-babalorixa-de-banania-continuara-ministro-de-quarto-de-hotel/
[7] Não “re”, mas “ré” eleitoral.

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