MILICIANOS DIGITAIS – A SÉRIE. CAPITULO III – O COMBALIDO CENTRO E A FARSA EXTREMISTA DO COMBATE AO ESTABLISHMENT
"Os próprios demônios ficam igualmente satisfeitos com ambos os erros, e saúdam o materialista e o mago com a mesma alegria.” - C.S. Lewis, em Cartas de um diabo a seu aprendiz.
O combalido centro e a esperança ou temor de um golpe!
O combalido[1]
centro continua, espremido pela polarização, de certa forma, resistindo, por
meio daqueles políticos com força maior de flutuação. Assim que o PT rumou para
o extremo (deve voltar para o centro) não demorou para que a extrema-direita
corroborasse em muitos pontos com a extrema-esquerda.
Nesse sentido, o combate ao “sistema”
e as críticas à grande mídia se tornaram ponto comuns entre esses dois polos.
O chiste criado PT, PiG, à imprensa profissional, foi adotado pela
extrema-direita. O PiG passou a ser denominado de “extrema imprensa”, e
depois da eleição virou “extrema imprensa golpista”.
O termo golpista passa a significar a mesma coisa: a não reeleição do
Bolsonaro, em 2022, em face de seu insucesso, ou por e por outras coisas, o impeachment.
Assim como sempre fora em relação ao PT. Quem não se lembra que em todas eleições ganhas pelo PT em segundo turno, a
expectativa de derrota eleitoral prenunciava um golpe da direita, do PiG?
Agora, “forças golpistas” conspiram contra o Presidente Bolsonaro, que tem segundo
os seus apoiadores a missão divina de acabar com o esquerdismo socialista e
comunista. Até o coronavírus se deve a uma conspiração do comunismo
internacional cuja sede é a China donde vem o vírus chinês! O Chanceler Araújo
adverte contra o “comunavirus”!
O Congresso Nacional, por sua vez, que,
juntamente com o Supremo Tribunal Federal, aprovou o impeachment da
Presidente Dilma Rousseff, classificado como “golpista” pelo PT, agora é
acusado não apenas de golpista, mas de corrupto e comunista. Há grande receio
do Congresso e do STF que ao fazer o que lhe compete, agindo normalmente, como
determina a Constituição, seja vítima de um contragolpe, de novo, mediante mais
uma revolução redentora, golpe militar.
Mais num mundo da lua, do que fincada na
realidade, as milícias digitais bolsonarianas, visivelmente escancaradas, tem
sido fartamente documentada pela Imprensa. Recentemente, criada pelo Congresso
Nacional, a Comissão Parlamentar Mista - CPMI das Fake News ouviu depoimento,
em audiência, da deputada federal Joice Hasselmen (PSL-SP) que também
testemunhou até a existência duma estrutura no Palácio do Planalto, “gabinete
do ódio”, comandada pelos filhos do presidente Eduardo e Carlos Bolsonaro,
usando servidores e assessores pagos pelo Governo. Levantamento apresentado
indicou que somente as contas oficiais do presidente Jair Bolsonaro e de seu
filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro, totalizavam cerca de 1,87 milhão
de robôs.

O “bom combate”!
A estrutura digital da campanha vitoriosa
em 2018 era muito maior. Boa parte dela foi mantida após a eleição, para
defender o Presidente de “ataques” junto a famílias e movimentos religiosos e
continuar o “bom combate” na “guerra cultural” contra o “marxismo cultural”[2].
Na igreja evangélica, é provável, as
milícias digitais, infiltradas em grupos sociais de família e de comunhão,
foram decisivas
para eleição do Presidente Bolsonaro, integradas principalmente por integrantes
do Movimento G12[3],
de extrema-direita, simpatizantes do Tea Party e de Donald Trump,
dominionistas, teonomistas, bem como
grande parte do movimento fundamentalista evangélico em geral.
![]() |
| Richard Spencer, fundador do termo alt-right "sou nazista, mesmo, e dai?" |
O conteúdo teológico e fanático específico: o reino terrestre vindouro.
Aliás, há no movimento o ingrediente teológico que assume mais e mais as feições político-ideológicas de extrema-direita, que buscar colocar em pauta a perspectiva “quialista” ou “milenarista”. Seja para, em certos termos, afirmá-la ou contrapor outros termos para alimentar a mesma perspectiva alucinada[4]. Ainda que Calvino já alertava a respeito da "loucura judaica", que justamente era "buscar e incluir o reino de Cristo sob os elementos deste mundo"[5].
A visão a ser a implantação é dum “projeto divino”, para o Brasil, e quem sabe para o resto do mundo, através de um movimento político-religioso “redentivo”, sanador, que visa acabar definitivamente com toda a corrupção moral, política, social etc. Isso ocorrerá antes, em meio, ou após, “grande tribulação”. Antes, em meio, ou após, o que, sucede “mil anos” de governo messiânico terrestre com Jesus, reinando em Jerusalém. Depois desses “mil anos”, volta a humanidade ter problemas com a “soltura de satanás”, mas aí ocorre a segunda vinda de Jesus e “jamais haverá fim para a bem-aventurança dos eleitos, nem para suplício dos réprobos”. Depois de tantas idas e vindas, o estado eterno, enfim, um dia, instaura-se definitivamente. Mas, isso ainda não é o “tormento” político “eterno”? Já, ou ainda não?
A visão a ser a implantação é dum “projeto divino”, para o Brasil, e quem sabe para o resto do mundo, através de um movimento político-religioso “redentivo”, sanador, que visa acabar definitivamente com toda a corrupção moral, política, social etc. Isso ocorrerá antes, em meio, ou após, “grande tribulação”. Antes, em meio, ou após, o que, sucede “mil anos” de governo messiânico terrestre com Jesus, reinando em Jerusalém. Depois desses “mil anos”, volta a humanidade ter problemas com a “soltura de satanás”, mas aí ocorre a segunda vinda de Jesus e “jamais haverá fim para a bem-aventurança dos eleitos, nem para suplício dos réprobos”. Depois de tantas idas e vindas, o estado eterno, enfim, um dia, instaura-se definitivamente. Mas, isso ainda não é o “tormento” político “eterno”? Já, ou ainda não?
As pessoas que seguem essa perspectiva tendem
a achar normal o caótico, o crítico, o recorrente, e acreditam que nessa periclitante
instabilidade reside a estática linearidade cósmica, numa cosmovisão bem
terraplanista, apesar de até reprimir o terraplanismo!
Está escrito!
Há um consenso, inclusive de deixar à liberdade
de consciências dos teólogos que divergem quanto aos “simples pormenores”.
Pendentes ainda de consenso, por mais de três séculos, entre os teólogos dessa
(s) corrente (s), unidas, convencionadas, as questões dos “hoje, antes, durante
ou depois”, de grande tribulação, milênio, bestas, e a principal questão
levantada pelos numerosos, influentes e crescentes adventistas[6]e
outros: penas eternas – enfim os ímpios serão exterminados ou entrarão,
de lá sairão, ou não, do tormento eterno.
Todavia, como se disse, e desculpe-me calcar
esse aspecto, pode ocorrer antes, em meio, ou após uma “era dourada” de
governos terrestres alinhados com o “domínio divino”, vencido o
“predomínio do principado das trevas”, expandido o “reino de Deus”,
enfraquecendo ao máximo o “reino de satanás”, tendo ainda como “brinde”
um “milênio” ou a “era dourada”, seja o que for, de “lambuja”, em algum ponto
ainda a ser definido por teólogos ditos pós-milenaristas.
Seria cômico não fosse o ingrediente reacionário
e racista que se adiciona.
“As obras de Savitri Devi já fazem parte da história tanto do nacionalismo hindu quanto da extrema direita europeia e americana, uma vez que seus textos excêntricos contêm - sem filtros e sem censura - todas suas ideias-chave.
Ideias como a de que os humanos podem ser divididos em ‘raças’ que devem permanecer separadas e que alguns grupos são superiores a outros e têm mais direitos. Em seus textos, ela defendeu ainda que "grupos superiores" estão sob ameaça e que o período de trevas em que vivemos só chegará ao fim quando eles recuperarem o poder, voltando à mítica era dourada”[7].

Há concordância em relação a essa
expectativa aparentemente meio presepada de milênio, entre os pré e pós
milenistas, mas a maior é que o milênio será precedido necessariamente pela “era
dourada” bolsonarista! No final de tudo a segunda vinda de Cristo, a principal
“lambuja”!
Mister M revela o truque dentro do outro truque!
De qualquer sorte, Jair Messias Bolsonaro,
pelo menos entre os seus seguidores, e os há entre os amilensta, ou seja, os
creem na segunda vinda de Cristo, sem
presepada, com exceção das presepadas do “mito”, o consenso é importa destruir
o PT, e as esquerdas, sucursais brasileiras do “Foro de São Paulo - FSP” e do
“marxismo cultural - MC”. Todavia, avulta-se o combate do “MC” coisa da “esquerda”,
pois o “fantasma” do FSP é uma questão mais política.
A questão do MC é quase que puramente
religiosa, moralista, sexualista, porquanto os seus combatentes ora
consideram-se políticos e partidários; ora, admitem-se políticos, porém apartidários.
Uns até se afirmam apolíticos, totalmente. Não acham que misturam política com religião,
igreja com estado. Laboram tão somente na “seara religiosa” da “guerra
cultural” e/ou da “guerra espiritual”, com “armas não-carnais”, para a qual
nenhum político, além do escolhido por Deus, poderia ser arregimentado,
pois todos os demais estão comprometidos com o “sistema” ou o “mecanismo”
mundial, e/ou cósmico. Necessariamente corrupto. Trata-se de voltar ao
“primeiro amor”[8], da
reação à “pregação do ateísmo, materialismo filosófico e luta de classes”,
resgatando o espírito do “anticomunismo” – em reação à “perseguição da igreja
na cortina de ferro”.
Entre esses, protagonizam-se os seduzidos,
principalmente pela luta em prol da “proteção da família tradicional” em
condenação explícita do “casamento entre pessoas do mesmo sexo” e da “prática
do aborto”, na convicção de que o então candidato seria o único a levar
adiante a “pauta dos bons costumes” e do “liberalismo econômico”. Já que o
“marxismo”, “comunismo” etc. abdicou da luta pela implantação de um sistema
econômico em substituição ao capitalismo. Agora ele quer, MC, acabar com a
família e com a igreja.
| Mister M continua advertindo: não existe mágica somente truque |
Além destes há uma grande quantidade de
pessoas que agora estão engajadas nas milícias digitais bolsonaristas exatamente porque o Presidente encarnou
o protótipo do “homem bom”, honesto, providencial, para os dias de hoje.
O genus pather, o pai da nação, o chefe da nação. O “não iniquo
que agora está sobre nós”! O
melhor que poderíamos ter. Um exemplo típico do “uomo nuovo”[9]
do fascismo, que seduziu as pessoas da Itália dos anos 1920 quando essa tinha
75% da população analfabeta.
Destacam-se, entres eles os que,
independentemente de religião[10],
ou não religião, são simpáticos à causa da “ordem, moral e bons costumes”, vindoura,
da “ordem em progresso”, querem de volta a ditadura, a monarquia
constitucional, ou até absoluta, por questões de boçalidade mesmo. Vão na onda
de andar armados transformando o american way of life do mundo moderno
no american old far west dos velhos tempos!
Por ora, não poucos, contentam-se com o estabelecimento de uma DINASTIA FAMILIAR, mais ou menos nos moldes da implantada por Kim Il-sung, na Coreia do Norte.
Dentre esses uns e outros, alguns pregam a
imediata “intervenção militar” com o fechamento do Congresso Nacional e do STF;
a prisão de todos os “corruptos” e dos “comunistas”; a extinção da validade da
Constituição de 1988, com nova constituinte, ou não; mas de qualquer sorte, o
banimento de todos os partidos de “esquerda: socialistas, comunistas e
socialistas-comunistas”. Aliás, nem precisa de constituição escrita, o “chefe
supremo” já disse “eu sou a constituição!”
Ou seja, tudo e um melzinho na chupeta!
A princípio, pensou-se que esse grupo de
folgados, composto, em sua maioria, por parasitas aposentados do serviço público
civil e/ou militar, que nunca mourejaram na iniciativa privada, visivelmente minoritário, notoriamente psicopata, fosse também “marginal” em
relação ao que pensa o Presidente da República. Mas este apoiou um movimento
que inicialmente pregava o alcance desse “fim”, em suporte, ao grupo que se
reuniu em seu esbirro “e do Brasil”, em frente ao Quartel General do Exército, contrariando normas de segurança sanitária.
Agora, em boa hora, o presidente vai ter
que responder aos crimes de responsabilidade por atentar contra a democracia!
Antes na porta do Planalto, em 15/03/2020,
declarou que o “grupo de patriotas deu o seu recado”[11],
e se deixou fotografar tendo ao fundo cartazes de protestos exatamente pedindo
o fim de instituições democráticas. Até que se agrava a crise dentro da crise
com a “crise do coronavirus” ... Mesmo assim, em 21/04, o “mito” discursou, “eu
estou aqui porque confio em vocês’!
É Moro que trai o Bolsonaro, ou este é um traidor da Pátria!
Trinta e seis dias depois...
Quase que integralmente todo o reduto
político do Presidente acredita no “mito” de que a “restauração” de um governo
de autoridade, na condução da pauta conservadora, seria a única solução para o
problema de desordem na sociedade brasileira[12].
Vidas tortas que morem não importam, importam que o homenzinho torto se
endireitará![13]
Mas, afinal, escaparemos dos infernos de Bolsonaro e cairemos nas caldeirinhas de Moro?
Série que segue... ainda que a vida não
siga...
Série que pensa e deixa pensar!
[1] Tudo
é culpa do “centrão”, pois todos os que querem se livrar das culpas podem jogar
um ao outro, quando não for possível, e o excesso, de ambos, é culpa do
“centrão”.
[2] Afirma-se
que o General Santos Cruz e outros colegas foram defenestrados do governo
porque caçoou dessa “guerra santa” como “enxugar gelo”.
[3]
O Movimento G-12 que evoca figura de Cesar Castellanos, já se apresenta em versão
2.0, o M12, literalmente o modelo brasileiro de René Terra Nova, que ‘envolve a
incorporação de símbolos judaicos, forte apelo sionista, frequentes peregrinações
a Israel, mas principalmente a pretensão de conquistar o poder secular,
adotando o discurso de que é vontade de Deus e, portanto, direito, dever e
poder da Igreja, fazer com que não somente pessoas sejam transformadas
e suas almas sejam salvas, mas que os evangélicos governem a nação, cidade por
cidade. A estratégia consiste em oração e jejum e atos proféticos como
bandeiras, shofar, vinho, pão, azeite. Levantar a bandeira significa a
conquistar um território espiritual territorial.
[4]
Calvino, João – “Deixo de considerar o fato de que já no tempo de Paulo Satanás
começou a perverter”, a visão doutrinária correta, segundo o Reformador, dos
pontos escatológicos, dentre os quais a ressurreição dos mortos; “mas, pouco
depois, seguiram-se os quiliastas, que limitaram o reinado de Cristo a mil
anos. E, em verdade, a ficção desses é por demais pueril para que tenha
necessidade de refutação ou seja ela digna. Tampouco Apocalipse lhes empresta
suporte, do qual certamente tiraram pretexto para seu erro, quando no número
milenário [Ap 20.4] não se trata da eterna bem-aventurança da Igreja, mas
apenas de agitações várias que aguardavam a Igreja a militar na terra. Além disso,
toda a Escritura proclama que jamais haverá fim para a
bem-aventurança dos eleitos, nem para suplício dos réprobos [Mt 25.41, 46]”.
Inst. IV, Cap. XXV,5.
[6]
Sem contar a mais, dentre outras muito importantes, a do dia de guarda.
Não havendo ainda a consenso geral prevalece determinada convenção. Até segunda
ordem. É o domingo. Mas nessa questão entre os adventistas há convenção:
“Nenhum erro aceito pelo mundo cristão fere mais audaciosamente a autoridade do
Céu, nenhum se opõe mais diretamente aos ditames da razão, nenhum é mais
pernicioso em seus resultados do que a doutrina moderna, que tão rapidamente
ganha terreno, de que a lei de Deus não mais vigora para os homens.
(...) E, ao insistir-se com o povo acerca das reivindicações do quarto
mandamento, verifica-se que a observância do sábado do sétimo dia é ordenada; e,
como único meio de livrar-se de um dever que não estão dispostos a cumprir,
declaram muitos ensinadores populares que a lei de Deus não mais está em vigor.
Repelem, assim, a lei e o sábado juntamente. À medida que se estende a obra da
reforma do sábado, esta rejeição da lei divina para evitar as reivindicações do
quarto mandamento se tornará quase universal. Os ensinos dos dirigentes
religiosos abriram a porta à incredulidade, ao espiritismo e ao desdém para com
a santa lei de Deus; e sobre esses dirigentes repousa a terrível
responsabilidade pela iniquidade que existe no mundo cristão. (...) Mediante os
dois grandes erros — a imortalidade da alma e a santidade do domingo — Satanás
há de enredar o povo em suas malhas. Enquanto o primeiro lança o fundamento do
espiritismo, o último cria um laço de simpatia com Roma. Os protestantes dos
Estados Unidos serão os primeiros a estender as mãos através do abismo para
apanhar a mão do espiritismo; estender-se-ão por sobre o abismo para dar mãos
ao poder romano; e, sob a influência desta tríplice união, este país seguirá as
pegadas de Roma, desprezando os direitos da consciência”.- O Grande Conflito - Ellen G. White -
Capítulo 35 — Ameaça à consciência. https://www.ograndeconflito.com.br/
[8]
Apocalipse 2:4-5.
[9]
Veja em Pietro Tessadori: “o ideal do Homem Novo na Itália consegue
impor-se numa fase de crise geral do sistema liberal a nível europeu (...) A
ideia de regeneração geral que fomenta protestos na Europa, em Itália se
consolida com o Mito della Giovinezza, por meio de uma renovação total,
procurada por Mussolini, purificadora do carácter dos italianos. O fascismo
implanta um amplo programa de “pedagogia” guerreira, para inculcar nos
“recém-nascidos”, o sentimento de orgulho pela italianitá, transformando
a ideologia de regeneração da elite intelectual, num mito revolucionário de
massa. Mussolini, com a contribuição dos jovens fascistas, procura constituir
um Novo Império que, à sua imagem e semelhança, repropunha o culto do Novo
Condottiero Imperador de uma Nova Roma Caput Mundi, de que ele mesmo é o emblema
vivo, ao qual os Italianos Novos, Novos Legionários da Itália fascista, devem
mostrar uma fé de “eterna” devoção, até pronta ao sacrifício extremo.” https://repositorio.ul.pt/handle/10451/15449
[10]
Inclusive descrentes, agnósticos, ateus e apostatas.
[11]
“O recado tá dado, talquei?” - Bolsonaro, em 15/03/2020, diante do Palácio do
Planalto, símbolo de seu poder considerado absoluto pelo “consenso” dos
“teólogos presidenciais”. Faz de novo o símbolo de união da pátria e da família,
a “arminha” e é aclamado de “mito”. Em 12/03/2020, Bolsonaro disse que já havia
sido dado “um tremendo recado para o Parlamento", mesmo tendo dito,
anteriormente, que o protesto não seria contra o Congresso.https://oglobo.globo.com/brasil/bolsonaro-sugere-adiamento-de-protesto-por-coronavirus-diz-que-tremendo-recado-ja-foi-passado-para-congresso-1-24301868
. De qualquer sorte, aceitando o “consenso dos teólogos”, em seu favor,
Bolsonaro coloca-se acima de quaisquer autoridades, inclusive dos outros
poderes da República. Por meio de eleição apenas o presidente da república deve
manter privativamente o status de ungido, corresponde ao “rei” em
Israel. Por isso, seus súditos não podem criticá-lo, mas amá-lo e orar por
ele.
[12] Isso
não dependeu de consenso entre os teólogos?!?


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