MILICIANOS DIGITAIS – A SÉRIE. CONCLUSÃO: CALVINISTAS GNÓSTICOS.
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| Gente das mais linda que acha muito bonito ser feio! |
A pauta da segurança merece um destaque.
Desde o início, o presidente propugnou pelo combate da violência “armando o
cidadão de bem”, contra o “bandido”, o “homem do mal”, e por essa causa ganhou
a simpatia dos militares, principalmente policiais e bombeiros militares, de
cujo contingente constou de ex-militares agindo como militantes de rua, e, ao que
tudo indica, com o apoio das “organizações criminosas milicianas”, composta por
militares reservistas e não poucos expulsos de suas corporações. O símbolo da
“arminha” empregado de sua campanha é visivelmente “tribal”. Sugere identificação de facção como outro o “L”, de Lula, do PT!
De qualquer sorte, conscientemente, ou não,
os “crentes”, como verdadeiros “operadores da rede” e “multiplicadores”, via
WhatsApp”, se envolveram, e se envolvem, em criação e disseminação de fakenews,
ativavam, e possivelmente ativam, robôs que espalham informações falsas, ou
distorcidas, pelas redes sociais. O mesmo modus operandi continuou ativo
durante o primeiro ano da gestão do presidente Bolsonaro. E segue nos anos de
mandato a fio. Até que venha o divino providencial impeachment!
CFW
CAPÍTULO III
DOS ETERNOS DECRETOS DE DEUS.I. Desde toda a eternidade, Deus, pelo muito sábio e santo conselho da sua própria vontade, ordenou livre e inalteravelmente tudo quanto acontece, porém de modo que nem Deus é o autor do pecado, nem violentada é a vontade da criatura, nem é tirada a liberdade ou contingência das causas secundárias, antes estabelecidas.Isa. 45:6-7; Rom. 11:33; Heb. 6:17; Sal.5:4; Tiago 1:13-17; I João 1:5; Mat. 17:2; João 19:11; At.2:23; At. 4:27-28 e 27:23, 24, 34.
Tomara, Deus!

Calvinistas que fazem arminha: Lula lá, antes; Flavinho Livre, depois! E o mistério do Queiroz?!?
Calvinistas de gaiatos nas guerras 4D e de quinta geração!
Calvinistas de gaiatos nas guerras 4D e de quinta geração!
Ocorre que remonta, de fato, a Lênin [1]
a visão de que a “milícia proletária seria suficiente para a produção da
vitória” da revolução russa.
Passado o tempo, foi alcançado o consenso entre os estudiosos de que a defesa nacional deveria dar ênfase nas redes de informação digital. Entra então a questão das “guerras de quarta geração - G4G que foca exatamente em “redes humanas”. Redes humanas interligadas pela informação digital. A ideia trazida pela G4G é que a evolução da guerra se deu três gerações passadas. Atualmente, vive-se numa quarta geração e, possivelmente, já em está evolução uma quinta” [2] [3].
Passado o tempo, foi alcançado o consenso entre os estudiosos de que a defesa nacional deveria dar ênfase nas redes de informação digital. Entra então a questão das “guerras de quarta geração - G4G que foca exatamente em “redes humanas”. Redes humanas interligadas pela informação digital. A ideia trazida pela G4G é que a evolução da guerra se deu três gerações passadas. Atualmente, vive-se numa quarta geração e, possivelmente, já em está evolução uma quinta” [2] [3].
Face ao que acabo de reportar, para tudo o
que resta a apresentar, parcialmente esse é o campo para o debate. Como fazer
para que deixem de ser deflagradas as batalhas, escaramuças, artifícios e
artimanhas? Existe oportunidade para o entendimento e o aprendizado mútuo?[4]
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| Crédito: Voltemos ao Evangelho! Essa má-diagramação não é culpa minha! |
É grande o desafio de pôr-se em frente a
“calvinistas políticos”[5]
empedernidos. Remete-me à curiosa má fama granjeada pelo calvinismo na
sociedade circunjacente onde o sistema doutrinário se faz presente, razão por
que uso o termo de forma abrangente e extensiva, adotada pelo famoso Dicionário
de Cambridge[6],
segundo o qual o adjetivo calvinista além de aos “ensinamentos cristãos
de João Calvino, especialmente a crença de que Deus controla tudo o que acontece na
terra”, diz respeito aos indivíduos de “severos padrões morais e considera o
prazer errado ou desnecessário”. De certo que o vocábulo já está sendo aplicado
quando se quer dizer “seus pais têm atitudes muito calvinistas” ou
“impulsionado por uma ética de trabalho calvinista profundamente arraigada, é
notório o seu ódio por férias”.
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| Guerras santas digitais? |
Os dicionários brasileiros, de língua
portuguesa, ainda não incorporaram o “despropósito”. Mas já na academia
brasileira já se usava o adjetivo em outras acepções. Por exemplo, em 1986, a
filósofa Marilena de Souza Chauí, em entrevista às “páginas amarelas” de Veja,
acusou o Plano Cruzado de ser um projeto calvinista!
Bons tempos!
Finda série!
[1]
“Lênin visionava que uma milícia proletária seria suficiente para a produção da
vitória. Porém, constatou-se que, na curta história militar da União
Soviética, esta milícia seria insuficiente para se contrapor às forças
imperialistas estrangeiras. Mesmo durante a Guerra Civil, houve a necessidade
de resgate de práticas, organizações e mesmo pessoal do Exército Imperial, e aí
se deu a grande contradição entre uma estrutura e cultura militares defensivas
e um dogma ideológico essencialmente ofensivo. No entanto, na ascensão de
Stálin e na criação do Exército Vermelho, houve uma inversão de orientações,
mas a manutenção da contradição. Por um lado, com a ascensão de Stálin,
confirmou-se a orientação ideológica de “socialismo em um só país” até o momento
em que o mundo ocidental entrasse em colapso. Por outro lado, as academias e
instituições militares soviéticas foram conformadas segundo o projeto
doutrinário de Mikhail Frunze, que previa que o sucesso da revolução se daria
por meio de operações ofensivas (Rice, 1986)”. IPEA/1760/2012.
[2]
Veja, por exemplo, o “Texto para Discussão nº 1760 – do Ipea, estudo contido no
documento “Conduta da Guerra na Era Digital e suas implicações para o Brasil:
Uma Análise de Conceitos, Políticas e Práticas de Defesa” - Érico Esteves
Duarte, professor do programa de pós-graduação em estudos estratégicos
internacionais da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e
pesquisador do Programa de Pesquisa para o Desenvolvimento Nacional (PNPD) do
Ipea. Publicado agosto de 2012, o “texto busca contribuir para o debate público
sobre a defesa no Brasil, ao oferecer um panorama das tendências contemporâneas
de digitalização das ações militares, avaliando os impactos provocados nas
formas de organização das Forças Armadas de relevantes potências militares e
suas implicações para o país. Verificam-se alternativas e propõe-se um
arcabouço conceitual sobre a digitalização, mais amplamente, sobre a relação
entre tecnologia e guerra, tendo por base a teoria da guerra de Clausewitz. Apresentam-se
conclusões sobre as práticas e políticas de defesa de Estados Unidos, Rússia,
China e Israel com relação à digitalização na guerra e, de maneira mais
detalhada, suas diretrizes para veículos aéreos não tripulados (VANT),
armamentos de energia direta e mísseis guiados empregados em defesa costeira.
Por fim, o estudo confronta estes entendimentos com uma formulação do cenário
estratégico brasileiro delimitado pela possibilidade de guerras limitadas e
ainda com suas práticas e políticas recentes, relacionadas àquelas mesmas áreas
da digitalização na guerra, o que culmina em recomendações à política de defesa
brasileira” (Sinopse). / O estudo apresenta, Cap. 2, um panorama acerca das
três principais perspectivas disponíveis sobre o papel da tecnologia na guerra
– a revolução nos assuntos militares (revolution on military affairs – RMA), a
proposta de guerras de quarta geração (G4Gs) e a
teoria da guerra de Clausewitz. São bastante diversas as abordagens,
considerações e recomendações inerentes a cada perspectiva dessas, “a
proposta”, por exemplo “de guerras de quarta geração possui relações com a de
RMA desde sua proposição original, durante o segundo estágio mais recente da
RMA nos Estados Unidos. No entanto, ela se desenvolveu de maneira mais marcante
em um terceiro estágio, posterior aos atentados de 11 de setembro de 2001, e na
esteira das empreitadas malsucedidas ou de alto custo dos Estados Unidos na
Somália, Kosovo, Iraque e Afeganistão. De fato, a G4G é uma reorientação
pessimista nas expectativas futuras da guerra. Por isso, ela adicionou outros
elementos, principalmente os de abordagem culturalista de um novo
tipo de guerra (new wars) no pós-Guerra Fria. E, de maneira similar à RMA, a
G4G ambiciona um escopo de explicação e de vinculação causal histórica e
futurista de mudança na guerra, bem como propõe a revisão ou descarte da teoria
da guerra de Clausewitz”. - http://repositorio.ipea.gov.br/bitstream/11058/1088/1/TD_1760.pdf
[3]
A geração do mosquete ao rifle, a primeira. A segunda, em reação à ampla
utilização de artefato automático de guerra, consistiu na produção de obuses,
metralhadoras e, ainda, o efeito do arame farpado, aumentando o poder de
fogo. A terceira geração, a partir de
1918, em resposta, a partir de novas ideias de organização e doutrina
militares, promoveu o incremento do elemento da manobra e a diminuição da
guerra de atrito. A quarta geração seria produzida por quatro novas concepções
de guerra e por uma nova gama de tecnologias militares. As novas ideias seriam:
“i) o incremento na atuação de pequenos grupos”, células altamente
dispersas e orientadas por missões que envolvem toda a sociedade do inimigo;
ii) a diminuição da dependência da logística ...; iii) a maior ênfase em
operações de manobra, em decorrência do aumento ainda maior do poder de fogo; e
iv) a meta de colapsar o inimigo internamente, mas não destruí-lo fisicamente,
recorrendo-se cada vez mais às operações psicológicas e ao uso da rede global
de mídia e comunicações”.
[4]
Dias atrás, após uma incursão nos grupos de WhatsApp que monitorava, em que
manifestei minha opinião divergente aos extremos direitistas e esquerdistas, um
irmão que a anos não ligava para mim. Afastou-se. Mas naquele dia ele ligou, 22
horas e 30 minutos. Enfim para me dizer “Anamim, ninguém quer saber do que você
pensa. Todos têm posição definida em favor do Bolsonaro. Silencia-se, ou cai
fora... etc.” Confesso que fiquei muito aborrecido. Ninguém quer mesmo saber o
que o outro pensa? Alguém que pensa diferente está proibido de pensar e de
expressar senão em seus próprios redutos políticos? Qual será a posição da igreja?
Aliar-se, alinhar-se, com esse grupo e negar integração de outros grupos,
abolirá esses grupos, ou ensinará a convivência entre esses grupos?
[5]
Uns que ainda estão na “fase de jaula”, diria Michael Horton, citado por Sproul,
referindo-se aos “recém-formados” crentes reformados, “tão agressivos e
impacientes que deveriam ser trancados em uma jaula por um tempo para que
possam esfriar e amadurecer um pouco na fé”. Ultimamente, creio que os
seminários ao invés de anunciar “volta às aulas” deve anunciar “volta às
jaulas”. Alguns pastores ao voltarem das férias deveriam ser acompanhados para
saber como foi “volta da jaula” e como ficaram na “jaula”, ao ar
livre: férias.
[7] Joseph J. Ellis; em, After the Revolution:
Profiles of Early American Culture 1979. chapter 6, interpretive essay citado
em https://pt.wikipedia.org/wiki/Noah_Webster
[8] Luisanna Fodde Melis, Noah
Webster and the First American Dictionary, “The RosenPublishing Group, Inc. –
Nova Iorque – 2005.
[9] Lógico,
nem todos calvinista merecem tal má-fama!



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