MILICIANOS DIGITAIS – A SÉRIE. CONCLUSÃO: CALVINISTAS GNÓSTICOS.



"Êxodo 20:13 - Não matarás. CRISTÃOS
Gente das mais linda que acha muito bonito ser feio!
A pauta da segurança merece um destaque. Desde o início, o presidente propugnou pelo combate da violência “armando o cidadão de bem”, contra o “bandido”, o “homem do mal”, e por essa causa ganhou a simpatia dos militares, principalmente policiais e bombeiros militares, de cujo contingente constou de ex-militares agindo como militantes de rua, e, ao que tudo indica, com o apoio das “organizações criminosas milicianas”, composta por militares reservistas e não poucos expulsos de suas corporações. O símbolo da “arminha” empregado de sua campanha é visivelmente “tribal”. Sugere identificação de facção como outro o “L”, de Lula, do PT!  
De qualquer sorte, conscientemente, ou não, os “crentes”, como verdadeiros “operadores da rede” e “multiplicadores”, via WhatsApp”, se envolveram, e se envolvem, em criação e disseminação de fakenews, ativavam, e possivelmente ativam, robôs que espalham informações falsas, ou distorcidas, pelas redes sociais. O mesmo modus operandi continuou ativo durante o primeiro ano da gestão do presidente Bolsonaro. E segue nos anos de mandato a fio. Até que venha o divino providencial impeachment!


CFW
CAPÍTULO III
DOS ETERNOS DECRETOS DE DEUS.
I. Desde toda a eternidade, Deus, pelo muito sábio e santo conselho da sua própria vontade, ordenou livre e inalteravelmente tudo quanto acontece, porém de modo que nem Deus é o autor do pecado, nem violentada é a vontade da criatura, nem é tirada a liberdade ou contingência das causas secundárias, antes estabelecidas.
Isa. 45:6-7; Rom. 11:33; Heb. 6:17; Sal.5:4; Tiago 1:13-17; I João 1:5; Mat. 17:2; João 19:11; At.2:23; At. 4:27-28 e 27:23, 24, 34.
Tomara, Deus!


GNOSTICISMO
Calvinistas que fazem arminha: Lula lá, antes; Flavinho Livre, depois! E o mistério do Queiroz?!?

Calvinistas de gaiatos nas guerras 4D e de quinta geração!
Ocorre que remonta, de fato, a Lênin [1] a visão de que a “milícia proletária seria suficiente para a produção da vitória” da revolução russa. 

Passado o tempo, foi alcançado o consenso entre os estudiosos de que a defesa nacional deveria dar ênfase nas redes de informação digital. Entra então a questão das “guerras de quarta geração - G4G que foca exatamente em “redes humanas”. Redes humanas interligadas pela informação digital. A ideia trazida pela G4G é que a evolução da guerra se deu três gerações passadas. Atualmente, vive-se numa quarta geração e, possivelmente, já em está evolução uma quinta” [2] [3].
Face ao que acabo de reportar, para tudo o que resta a apresentar, parcialmente esse é o campo para o debate. Como fazer para que deixem de ser deflagradas as batalhas, escaramuças, artifícios e artimanhas? Existe oportunidade para o entendimento e o aprendizado mútuo?[4]
Fase da jaula (Quadrinho)
Crédito: Voltemos ao Evangelho! Essa má-diagramação não é culpa minha!
É grande o desafio de pôr-se em frente a “calvinistas políticos”[5] empedernidos. Remete-me à curiosa má fama granjeada pelo calvinismo na sociedade circunjacente onde o sistema doutrinário se faz presente, razão por que uso o termo de forma abrangente e extensiva, adotada pelo famoso Dicionário de Cambridge[6], segundo o qual o adjetivo calvinista além de aos “ensinamentos cristãos de João Calvino, especialmente a crença de que Deus controla tudo o que acontece na terra”, diz respeito aos indivíduos de “severos padrões morais e considera o prazer errado ou desnecessário”. De certo que o vocábulo já está sendo aplicado quando se quer dizer “seus pais têm atitudes muito calvinistas” ou “impulsionado por uma ética de trabalho calvinista profundamente arraigada, é notório o seu ódio por férias”.
Guerras santas digitais?
Pelo que ainda me consta, o dicionário Merriam-Webster, primeira edição de 1828, consolidando o trabalho do crente calvinista Noah Webster 1758-1843), considerado o “pai da educação e da escolaridade americanas”, ainda continua firme. No que lhe faz jus. Segundo Ellis[7], “antecipou alguns pontos da teoria de desenvolvimento cognitivo associada a Jean Piaget, Webster dizia que as crianças deviam passar por fases distintas de aprendizagem, nas quais elas progressivamente dominariam em sequência crescente a capacidade de realizar tarefas complexas ou abstratas”. Além de “cristão devoto” era um decididamente calvinista[8][9].
Os dicionários brasileiros, de língua portuguesa, ainda não incorporaram o “despropósito”. Mas já na academia brasileira já se usava o adjetivo em outras acepções. Por exemplo, em 1986, a filósofa Marilena de Souza Chauí, em entrevista às “páginas amarelas” de Veja, acusou o Plano Cruzado de ser um projeto calvinista!
Bons tempos! 
Finda série!




[1] “Lênin visionava que uma milícia proletária seria suficiente para a produção da vitória. Porém, constatou-se que, na curta história militar da União Soviética, esta milícia seria insuficiente para se contrapor às forças imperialistas estrangeiras. Mesmo durante a Guerra Civil, houve a necessidade de resgate de práticas, organizações e mesmo pessoal do Exército Imperial, e aí se deu a grande contradição entre uma estrutura e cultura militares defensivas e um dogma ideológico essencialmente ofensivo. No entanto, na ascensão de Stálin e na criação do Exército Vermelho, houve uma inversão de orientações, mas a manutenção da contradição. Por um lado, com a ascensão de Stálin, confirmou-se a orientação ideológica de “socialismo em um só país” até o momento em que o mundo ocidental entrasse em colapso. Por outro lado, as academias e instituições militares soviéticas foram conformadas segundo o projeto doutrinário de Mikhail Frunze, que previa que o sucesso da revolução se daria por meio de operações ofensivas (Rice, 1986)”. IPEA/1760/2012.
[2] Veja, por exemplo, o “Texto para Discussão nº 1760 – do Ipea, estudo contido no documento “Conduta da Guerra na Era Digital e suas implicações para o Brasil: Uma Análise de Conceitos, Políticas e Práticas de Defesa” - Érico Esteves Duarte, professor do programa de pós-graduação em estudos estratégicos internacionais da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e pesquisador do Programa de Pesquisa para o Desenvolvimento Nacional (PNPD) do Ipea. Publicado agosto de 2012, o “texto busca contribuir para o debate público sobre a defesa no Brasil, ao oferecer um panorama das tendências contemporâneas de digitalização das ações militares, avaliando os impactos provocados nas formas de organização das Forças Armadas de relevantes potências militares e suas implicações para o país. Verificam-se alternativas e propõe-se um arcabouço conceitual sobre a digitalização, mais amplamente, sobre a relação entre tecnologia e guerra, tendo por base a teoria da guerra de Clausewitz. Apresentam-se conclusões sobre as práticas e políticas de defesa de Estados Unidos, Rússia, China e Israel com relação à digitalização na guerra e, de maneira mais detalhada, suas diretrizes para veículos aéreos não tripulados (VANT), armamentos de energia direta e mísseis guiados empregados em defesa costeira. Por fim, o estudo confronta estes entendimentos com uma formulação do cenário estratégico brasileiro delimitado pela possibilidade de guerras limitadas e ainda com suas práticas e políticas recentes, relacionadas àquelas mesmas áreas da digitalização na guerra, o que culmina em recomendações à política de defesa brasileira” (Sinopse). / O estudo apresenta, Cap. 2, um panorama acerca das três principais perspectivas disponíveis sobre o papel da tecnologia na guerra – a revolução nos assuntos militares (revolution on military affairs – RMA), a proposta de guerras de quarta geração (G4Gs) e a teoria da guerra de Clausewitz. São bastante diversas as abordagens, considerações e recomendações inerentes a cada perspectiva dessas, “a proposta”, por exemplo “de guerras de quarta geração possui relações com a de RMA desde sua proposição original, durante o segundo estágio mais recente da RMA nos Estados Unidos. No entanto, ela se desenvolveu de maneira mais marcante em um terceiro estágio, posterior aos atentados de 11 de setembro de 2001, e na esteira das empreitadas malsucedidas ou de alto custo dos Estados Unidos na Somália, Kosovo, Iraque e Afeganistão. De fato, a G4G é uma reorientação pessimista nas expectativas futuras da guerra. Por isso, ela adicionou outros elementos, principalmente os de abordagem culturalista de um novo tipo de guerra (new wars) no pós-Guerra Fria. E, de maneira similar à RMA, a G4G ambiciona um escopo de explicação e de vinculação causal histórica e futurista de mudança na guerra, bem como propõe a revisão ou descarte da teoria da guerra de Clausewitz”. - http://repositorio.ipea.gov.br/bitstream/11058/1088/1/TD_1760.pdf  
[3] A geração do mosquete ao rifle, a primeira. A segunda, em reação à ampla utilização de artefato automático de guerra, consistiu na produção de obuses, metralhadoras e, ainda, o efeito do arame farpado, aumentando o poder de fogo.  A terceira geração, a partir de 1918, em resposta, a partir de novas ideias de organização e doutrina militares, promoveu o incremento do elemento da manobra e a diminuição da guerra de atrito. A quarta geração seria produzida por quatro novas concepções de guerra e por uma nova gama de tecnologias militares. As novas ideias seriam: “i) o incremento na atuação de pequenos grupos”, células altamente dispersas e orientadas por missões que envolvem toda a sociedade do inimigo; ii) a diminuição da dependência da logística ...; iii) a maior ênfase em operações de manobra, em decorrência do aumento ainda maior do poder de fogo; e iv) a meta de colapsar o inimigo internamente, mas não destruí-lo fisicamente, recorrendo-se cada vez mais às operações psicológicas e ao uso da rede global de mídia e comunicações”.
[4] Dias atrás, após uma incursão nos grupos de WhatsApp que monitorava, em que manifestei minha opinião divergente aos extremos direitistas e esquerdistas, um irmão que a anos não ligava para mim. Afastou-se. Mas naquele dia ele ligou, 22 horas e 30 minutos. Enfim para me dizer “Anamim, ninguém quer saber do que você pensa. Todos têm posição definida em favor do Bolsonaro. Silencia-se, ou cai fora... etc.” Confesso que fiquei muito aborrecido. Ninguém quer mesmo saber o que o outro pensa? Alguém que pensa diferente está proibido de pensar e de expressar senão em seus próprios redutos políticos? Qual será a posição da igreja? Aliar-se, alinhar-se, com esse grupo e negar integração de outros grupos, abolirá esses grupos, ou ensinará a convivência entre esses grupos?   
[5] Uns que ainda estão na “fase de jaula”, diria Michael Horton, citado por Sproul, referindo-se aos “recém-formados” crentes reformados, “tão agressivos e impacientes que deveriam ser trancados em uma jaula por um tempo para que possam esfriar e amadurecer um pouco na fé”. Ultimamente, creio que os seminários ao invés de anunciar “volta às aulas” deve anunciar “volta às jaulas”. Alguns pastores ao voltarem das férias deveriam ser acompanhados para saber como foi “volta da jaula” e como ficaram na “jaula”, ao ar livre: férias.
[7] Joseph J. Ellis; em, After the Revolution: Profiles of Early American Culture 1979. chapter 6, interpretive essay citado em https://pt.wikipedia.org/wiki/Noah_Webster
[8] Luisanna Fodde Melis, Noah Webster and the First American Dictionary, “The RosenPublishing Group, Inc. – Nova Iorque – 2005.
[9] Lógico, nem todos calvinista merecem tal má-fama!

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