A BENDITA PAUTA DE COSTUMES. O CALVINISMO DEFRAUDADO, CONSCIÊNCIAS VILIPENDIADAS. PARTE XVI
A bendita e sagrada pauta dos costumes
contra a dos “costumes liberais”, a “liberal dos costumes”. A matéria precisa
ser debatida, pois tem gerado incidentes de coação como os pelo quais sistematicamente tenho passado desde 2016.

Alegaram que eu não poderia continuar no
PSDB e procurar um partido neo-fascista (?) ou ficar sem partido tomando
partido de um líder político, como o Bolsonaro, para assim ficar “apartidário”
contra o PT, PsoL, Rede etc., a esquerda comprometida com a “a pauta liberal de
costume”, que, segundo eles foi introduzida pelo Presidente Fernando Henrique
Cardoso (1995-2002).
Mas, o que é mesmo pauta de costumes
conservadores contra os liberais? Diz-se,
“veja a implementação de pautas contra os costumes institucionalmente apontadas. Deixe de criticar o Presidente porque ele não quer obrigar ninguém a nada. Por não restringe a liberdade do que se saber ser bom. Se preocupe em bater no seu partido que advoga liberar o que é sabido mal perante a Palavra”.

Do fim para o começo, partido não "libera",
quem libera é o Poder Legislativo, a maioria qualificada para emenda
constitucional, ou no caso, por exemplo, a Constituição liberou a equiparação
de união estável há mais de dois de “casais” do mesmo sexo, instituindo na prática
o “casamento entre pessoas do mesmo sexo”, equivalente à união civil, conforme
interpretação da Constituição Federal do STF, regulamentado pelo CNJ. Já se
liberou contrariamente à Lei da Palavra de Deus, mas consoante à Lei dos homens
o que não obriga a Igreja a desrespeitar a Lei de Deus e aplicar à sua disciplina eclesiástica.
Ao separar o culto do Estado, a
Constituição garante o privilégio, faculdade, liberdade, de impor sobre os
membros da igreja a disciplina
eclesiástica, junto com outros privilégios da Igreja, como a qualquer outro
culto, por exemplo, da imunidade tributária.
Lei tipifica crimes; a Igreja, faltas. O Estado combate crimes; a Igreja, pecados! O que abrange a pauta de costumes, nos termos e na extensão julgada necessária por ela!
Aliás, o que se joga na pauta de costumes
jamais foi costumes. A meu ver, e da maioria das pessoas que conheço, a pauta
de costumes é definida em nível individual e dos grupos sociais que o indivíduo
participa. Estado não define, encampa ou se submete à pauta de costumes, nem
conservadora, nem liberal, isso é com a sociedade, o Estado deve garantir o que
for estabelecido em Lei; estabelecida pela sociedade e classificada pelos
grupos sociais, como bons ou ruins; públicos ou privados. Bons costumes são
virtudes, maus costumes, vícios! Partidos nenhuns, em qualquer tempo adotou
pauta de costumes!
Quem disse que praticar o ato de aborto é costume? Definam os costumes! Costume, a meu ver, é a prática repetida de atos moral e socialmente aceitos pela sociedade, ou “ações tidas como regras sociais a partir do repetitivo processo de suas práticas”. Segundo Aurélio, “costumes” se referem a procedimento, comportamento. Em ética, numa sociedade determinada, os comportamentos são prescritos, do ponto de vista moral. Em sociologia, pode-se dizer que atitude ou valor social consagrado pela tradição e que se impõe aos indivíduos do grupo e se transmite através de gerações. Assim, por serem prolongadamente executadas, transformam-se em obrigações sob o ponto de vista de determinada sociedade! Aonde e em que época o aborto fez parte dos costumes de um povo?
O casamento ordenado por Deus entre um
homem e uma mulher, sendo, pois, infenso o casamento religioso entre pessoas do
mesmo sexo, quando se celebra o casamento entre um homem e uma mulher como mero
costume?
Hoje se afirma que há mulheres que
praticam o aborto como ato de “costume”. Não se pode aventar maior aberração.
Então não se havia esse costume antes, agora a mulher feminista, não tendo
outra coisa a fazer para desafiar a cultura ocidental judaico-cristã, propõe ao
seu parceiro sexual: “que tal praticarmos sexo, para eu ter nove meses de
gravidez não desejada, de baixo ou alto risco, para eu ter um bebê e matá-lo?
Depois a gente sai para o jantar.” Por quê? Admite-se agora tal costume! Assim,
bebe-se, fuma-se, joga-se, xinga-se, vê-se pornografia, tudo permitido por lei,
mata-se em defesa pessoal, não se deixa à polícia, e comete-se aborto! Que tal?
No mínimo, ignorância?
Outro exemplo, as pessoas têm o péssimo
costume de andar desarmadas, pelos inferninhos, esse costume precisa ser
debelado, que tal o costume de andar armado? E que tal deixar o costume de
frequentar esses ambientes?
A gente poderia falar do costume de
praticar sexo antes do casamento época em que a Igreja praticava a disciplina
aos infiéis, mas o costume que se pauta é fazer sexo depois do casamento. Mas, vamos
deixar para o Estado transformar em Lei tal costume e não nos permitir
submetermos à disciplina eclesiástica?
E o que dizer do costume de largar o cônjuge e se casar de novo? Admite-se o divórcio por que é um costume admitido por lei, proibido antes pela Lei? E o adultério que era uma contraversão penal, tendo já sido crime, e agora é permitido por Lei, mas continua sendo um pecado abominável por Lei divina, pode? Inventaram uma classe de pessoas, “abortistas”, e, convenientemente, não tocam na classe dos notórios e contumazes “divorcistas”! Quem se enquadra numa e noutra classe?
Alguém que não seja “abortista assassino”,
mas está com o sinal de arma pronta para matar, para defender seus bens e
família, não pode ser arguido de assassino? Mas, se defende a morte até
acidental para defesa da vida, mas nunca se apertou o gatinho na direção de
alguém. Mas se acusa de assassino quem, certo ou errado. defende o aborto
quando há risco de vida, mas jamais abortaria![1]
Abortista é o médico obstetra que tira clandestinamente o feto por dinheiro.
Abostista é quem procura o aborto clandestino ou legal, pois segundo os Dez
Mandamentos, incorre no “não matarás”!
E o caso de quem pelo respeito ao direito a vida sequer admite praticar o aborto, em qualquer circunatância, absolutamente, e que, também, não admite violência, como imperativo de consciência, o que para o seu escrúpulo é culto fascista?
Não pode se filiar a um partido político
que tem gente que defende, e gente contrária, à legalização do aborto? Não está
havendo coação! E o jugo suave por igual? É suave somente aos idolatras do mito
e que fazem arminha? É igual? Por que não se adota o igual em toda a sua dureza?
Contraria o convite com promessa da inclusão do vinde a mim e impõe ao o “infiel” o “obrigado a entrar”, e ficar, desse e não doutro jeito? Pensem nisso!

Quem não quer obrigar ninguém a nada brande
com resolução de supremo concilio, argúi o irmão de má consciência, acusando-o
solertemente de comunista, socialista, pedófilo, assassino em série, por estar
filiado a determinado partido político? Mas, não há processo, mas “apelo à boa
consciência diante de Deus e dos irmãos”. E se levasse ao tribunal eclesiástico
o “suspeito” teria provas mesmo no mundo que o gravasse? Que se aceitasse em todas as
instâncias da igreja?
Por fim, quem não acha que trolação
ou trolling é uma forma de coação, a mais cruel e anticristã? Alguém diz o
Presidente não coage. Não coage o crente a votar nele, apenas diz que se “você não votar
nele pode votar no PT já que você admite ser corrupto”. Quem está com o
Bolsonaro está com a pureza de vida e com a honestidade, quem está contra ele
está com o capeta, e isso não é coação? Mas, não, isso é brincadeira, é trollagem. Quem
não gosta do Bolsonaro tem parte com os boiolas, e isso não é coação?
Enfim, poderia me estender mais, mas me bastam por ora essas poucas linhas, ilustradas, para abordar tão vasto assunto!
Outras postagens:
Parte I. A
quem embarca
Parte II. O
chamamento exclusivo e a promessa da inclusão
Parte III. Do
jugo suave dos incluídos e a Ignominiosa coação.
Parte IV. Coação
como falta disciplinar
Parte V. O
Calvinismo defraudado!
Parte VI. A
saga dos títulos perdidos do Atlético-MG e a conspiração cruzeirense
Parte VII. Apocalipcismos,milenarismos e os “judeus”: alguém para pagar o pato.
Parte VIII. O
marxismo cultural.
Parte IX. Bolsonaro
como um santo libertador do Brasil do marxismo cultural.
Parte X. O
dom da profetada e o da palavra da pseudociência.
Parte XI. A
doutrina da predestinação, liberdade de consciência e a inviolávelreserva do
coração.
Parte XII. A
salvação, saúde e sanidade espiritual e mental.
Parte XIII. O
fascismo insano.
Parte XIV. Aameaça de canhões do Forte Orange.
Parte XV. Em respeito à liberdade deconsciência individual.
Parte XVI. A bendita pauta decostumes, matéria a ser discutida, que gera incidentes de coação
[1] Samia Bonfim está gravida do Deputado Glauber Rocha, nunca tinha engravidado, mas vai ter nenezinho? Certa ou errada não é um exagero dizer que ela é assassina tanto quanto o médico obstreta que tira clandestinamente o feto por dinheiro?







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