O CHAMAMENTO EXCLUSIVO E A PROMESSA DA INCLUSÃO. O CALVINISMO DEFRAUDADO, CONSCIÊNCIAS VILIPENDIADAS. PARTE II
O chamamento exclusivo e a promessa da inclusão.
No texto Mateus 11:26-30, as palavras de Jesus foram proferidas durante o seu caminhar terreno e têm ecoado pelos séculos e tem chegado até nós líderes da igreja como um desafio proposto por Jesus: receber a todos a quem Ele convida “venham a mim”.
O chamado de Deus, porém, como muitos gostam de repetir, não é “inclusivo”, mas “exclusivo”. Assim se entende quando se integram as expressões aos textos, Mateus 13:47-50 e Lucas 14:15-24:dentro dos seus respectivos contextos. Há os que declinam do convite, os que são lançados fora e os que serão obrigados a ficar.
Ouso, porém, ficar com aqueles que dizem que o apelo divino exclusivo destina-se apenas e tão-somente aos pecadores cansados e sobrecarregados, sem a inclusão automática e presuntiva ou privilégio de determinada casta de pessoas.
Dentro da categoria de pecadores, o chamado continua sendo exclusivo, por não abranger outras categorias, mas dentro dessa categoria alguns dirão é inclusivo, ou todo-inclusivo, para mim, porém é quase que todo inclusivo. Meu receoso “quase” se deve a todas as subcategorias que integram uma só categoria, a dos pecadores impenitentes. Subcategoria é destacada para que fique claro, “tais” são os principais “excluídos”. Então se dirão, “Já sei qual. A casta a que você se refere, de corruptos, prostitutas, homossexuais, transexuais, lésbicas, feministas, abortistas, divorcistas, esquerdistas, direitistas, centristas... Não. Não. Não. Não é.... É a dos fariseus, hipócritas e santarrões, muitos dos quais abacaxis de igreja, que são justamente os que mais pelejam pela igreja da “exclusão. A Igreja tem que ser inclusiva, no mínimo, no tocante a mim, a você, a nós, que atendemos o convite de Jesus e estamos aqui, porque somos todos pecadores!
Voluntariamente (a) viemos, também simultaneamente, alternativamente ou sucessivamente, obedecemos a ordem dada pelo Rei de “obriga-os a entrar” (b), e pensamos estar fora da espada dos anjos da morte dos últimos dias, que se impõe marchemos sob o decreto real “os ruins são lançados fora” (c)!
O convite inclusivo, em seus termos, de Jesus traz a “promessa da inclusão”, que outra não é senão a da escolha dos “bons para os cestos” e “provem da minha ceia”, que em seus exatos termos correspondentes é: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma”.
A responsabilidade da igreja perante o convite de Jesus é a de primeiramente proporcionar “alívio” das cargas pesadas que se nos impuseram, ou que se nos impõem a carregar das quais já fomos libertados pelo próprio Senhor: “Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres”. “Para a liberdade Cristo nos libertou; permanecei, pois, firmes e não vos dobreis novamente a um jogo de escravidão”. Gl 5:1.
Autoridades e membros da igreja, porém, vejam o que estão fazendo, ou não o fazendo, se estão impondo ou mantendo sobre os convivas fardo outro senão o da Lei de Cristo lembrando da cláusula bíblica que diz: “levais as cargas pesadas uns dos outros e, assim, estareis cumprindo a Lei de Cristo”. – Gl 6:2 KJA.
Urge os dias de hoje, mais do que nunca, o descanso das cargas além da conta. Não contrariemos a promessa de Jesus de que “carga leve” pôr-se-á, sobre nós, a quem adere a Igreja de Jesus. A estes não deveria ser impostas exigências como fardos nem que isso possa parecer ter o peso de uma pluma, quanto mais de um feixe de lenha que se julga alguém capaz de carregar, aonde justamente Nosso Senhor diz “a minha carga sobre vocês será leve”!
Igual forma, Jesus nos ensina que o jugo que devemos manter sobre nós e sobre os outros é unicamente o de Jesus que é, como conforme o promete ser, “suave”. Isso permite dissertar, como muitos pregadores o tem feito com grande maestria, que, logicamente, o jugo tem que ser igual. Em II Coríntios 6:14, Paulo, falando estritamente sobre o problema da associação com descrentes, “não se ponham em jugo desigual” com eles. Mas o texto não pressupõe a imposição de jugo descompensado sobre os irmãos. O texto sugere que o jugo descompassado faz pesar insuportavelmente uma parte que pode até não aguentar e tombar. O princípio da igualdade (equidade) prevalece em toda a Bíblia, razão por que eu posso fragmentar, sem prejuízo ao contexto, e literalmente apreender “jamais não se ponham em jugo desigual”, e adotá-lo como preceito bíblico, sem receio. E se queremos especificar podemos ler, isso vale também para com os descrentes! Então não temos saída ou jugo é por igual “suave”, ou por igual “não suave”!
Ah, então como Jesus fez ficou bom demais facilitou as coisas! Liberou geral! Os que querem ver dessa forma que vejam. Mas, quem sou ou quem é você para dificultar o que Jesus facilitou? Nem você e eu não somos alguém também para facilitar a vida de quem Ele dificultou, dos impenitentes. Por isso, veem, “suave”! Vem, com meios suaves! Vem com meios suasórios!
E aqui cabe a trollada webista: que parte do “vinde a mim todos, os obrigados a vir e ficar como peixes bons que não foram lançados fora, ao fogo”?
Para deixar mais claro impossível os peixes são puxados pela rede, atraídos pelo convite implícito vinde a mim, mas os bons são guardados nos sacos, os ruins, impróprio para o consumo, lançados fora, não devolvidos ao mar, como alguns possam imaginar, e â semelhança do joio infiltrado ao trigo, serão queimados! Aos do saco, ou dos cestos, o cumprimento da promessa da inclusão.
Certa lógica pode ser assim sintetizada:
[Jesus diz a seus seguidores]: vão à sua tarefa diária de testemunhar aos outros, onde quer que estejam; tragam-nos para a igreja; façam com que se lembrem sempre da necessidade da fé e do arrependimento; que eles estejam atentos para o dia do juízo, quando, então, a separação entre o ímpio e o justo acontecerá[1].
O problema, veja-se, não está na exegese, mas na aplicação, essas palavras estão pesadas demais à luz do “convite exclusivo”, eu diria:
Jesus quis dizer a seus seguidores: ao irem à sua tarefa diária de testemunhar aos outros, onde quer que estejam; convide-os a Jesus, e faça o esforço possível para que venham à igreja; pela palavra serão lembrados sempre da necessidade da fé e do arrependimento; e que Deus faça com que estejamos sempre atentos para o dia do juízo, quando, então, virá, nesse dia, a separação entre o ímpio e o justo.
Outras postagens:
Parte I. A quem embarca
Parte II. O chamamento exclusivo e a promessa da inclusão
Parte III. Do jugo suave dos incluídos e a Ignominiosa coação.
Parte IV. Coação como falta disciplinar
Parte V. O Calvinismo defraudado!
Parte VI. A saga dos títulos perdidos do Atlético-MG e a conspiração cruzeirense
Parte VII. Apocalipcismos, milenarismos e os “judeus”: alguém para pagar o pato.
Parte VIII. O marxismo cultural.
Parte IX. Bolsonaro como um santo libertador do Brasil do marxismo cultural.
Parte X. O dom da profetada e o da palavra da pseudociência.
Parte XI. A doutrina da predestinação, liberdade de consciência e a inviolávelreserva do coração.
Parte XII. A salvação, saúde e sanidade espiritual e mental.
Parte XIII. O fascismo insano.
Parte XIV. A ameaça de canhões do Forte Orange.
Parte XV. Em respeito à liberdade deconsciência individual.
Parte XVI. A bendita pauta decostumes, matéria a ser discutida, que gera incidentes de coação
.[1] https://sites.google.com/site/teologiatextos/parabola-da-rede





Comentários