O MARXISMO CULTURAL: O CALVINISMO DEFRAUDADO, CONSCIÊNCIAS VILIPENDIADAS. - PARTE VIII
O marxismo cultural.
Aonde os nossos conservos em Cristo tem buscado
as teorias da conspiração, por exemplo, a do marxismo cultural? O marxismo ocidental,
ou cultural, e a Escola de Frankfurt têm sido há décadas estudados de várias
maneiras pelos acadêmicos, e há essa área de pesquisa para aqueles que estudam
teorias da conspiração também têm se interessado.
Por outro lado, há na praça outra teoria, de origem antissemita que surgiu na década de 1990[1], e é particularmente influente na extrema-direita delirante. Reivindica que o objetivo principal do marxismo cultural era muito menos honroso do que meramente a pesquisa acadêmica que tenta compreender a dinâmica cultural do capitalismo, e por muitos, passou a ser visto como uma ideologia perigosa que procuraria "destruir tradições e valores ocidentais".
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| O MARXISMO CULTURAL COMO UMA TEORIA DA CONSPIRAÇÃO
Se
o Marxismo Cultural, como uma escola de pensamento, data da década de 1930, o
Marxismo Cultural, como uma teoria da conspiração, tem aparecido na literatura
norte-americana conservadora e radical desde o início da década de 1990. Tem
sido regularmente expresso em artigos publicados em periódicos obscuros, alguns
dos quais deixaram de existir ou não são mais publicados. Ao consultar esses
numerosos textos abordando o Marxismo Cultural, parece que todos eles se
constroem sobre um mesmo conjunto de textos fundamentais, como é muitas vezes o
caso na blogosfera onde vários sites se referem uns aos outros, dando a
aparência de uma literatura enorme, mas usando no final apenas algumas fontes
comuns.
Aqui na blogosfera brasileira quem apresenta o marxismo cultural
como o maior “bicho-papão”, não fazem mais do que “select, copy, translate
and paste” e acrescenta uma xaropada de extrema-direita para depois
perguntar, “aonde estão os esquerdopatas?”, “e o PT?”, “e o PSDB?” e quejandos!
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| Topas? Destruir os valores da civilização judaico-cristã ocidental? |
Desde essa
década de 1990, a interpretação do tal marxismo cultural particularmente tem sido promovida através
de uma literatura que mistura teorias conspiratórias, com fontes acadêmicas e
posições políticas conservadoras. esta literatura teve vida própria em alguns
círculos, revistas e websites específicos, ultrapassando as fronteiras das
nações e das línguas, e é agora completamente independente do marxismo cultural
como uma teoria bem conhecida ligada à Escola de Frankfurt.
Isto pode ser
visto ao se examinar os seguintes textos: artigo de Michael Minnicino (1992)
"A Escola de Frankfurt e o Politicamente Correto " na revista Fidelio
; o artigo de Gerald Atkinson (1999) intitulado "O que é a escola de
Frankfurt (e seu efeito sobre a América)?, no site informativo Western Voices
World News ; o artigo de William Lind (2000) "As Origens do Políticamente
Correto ", no site do Instituto Conservador, e o “A Precisão na Academia”,
e o ensaio feito a partir de diferentes conferências realizadas em 2000 pela
mesma organização ; o artigo de John Fonte (2000) "Por que há uma Guerra
Cultural" em uma "revista política" da Instituição Hoover na
Universidade de Stanford ; um trabalho de autoria múltipla chamado
“Políticamente Correto: uma Breve História de uma Ideologia” publicada pela
Fundação Congresso Livre em novembro de 2004, sob a editoria de William Lind
(2004); e, finalmente, um artigo mais curto e mais recente por William Lind
(2009), "As Raízes da Politicamente Correto”, no website da revista “O
Conservador Americano”. (..)
Tudo foi copaido pelos intelectuais conservadores cristãos Olavo de Carvalho, Abraham Weintraub e muitos outros.
Cribb Jr (2009), um antigo conselheiro do presidente Ronald Reagan, no capítulo intitulado "Politicamente Correto no Ensino Superior” descreve o medo que supostamente invadiu os campi universitários em nome do politicamente correto e da luta contra a homofobia, o sexismo e o racismo.
Da discriminação na
contratação ou na matrícula em nome do multiculturalismo, aos jornais
conservadores que estão sendo roubados, destruídos, ou queimados por
"ativistas", e a imposição de convenções de linguagem para evitar
prejudicar minorias, Cribb descreve um contexto acadêmico onde os professores
que são julgados demasiado conservadores ou simplesmente a favor do "exército" tem suas promoções recusadas; onde os trabalhadores masculinos encontram-se
perseguidos por ativistas feministas; e onde, no final, os acadêmicos
ultrapolitizados doutrinaram seus alunos em nome do culto do igualitarismo,
baseado em um relativismo destrutivo, que é fruto da influência ideológica da
Escola de Frankfurt.
Para dar outro
exemplo, em "O que é a Escola de Frankfurt (e seu efeito na
América)?" um artigo que mais tarde influenciaria o candidato presidencial
Pat Buchanan em seu livro A Morte do Ocidente, Atkinson explica:
A América não venceu a guerra fria contra a propagação do comunismo? A resposta é um retumbante "Sim, mas". Ganhamos a guerra fria de 55 anos, mas, ao ganhá-la no exterior, não entendemos que uma elite intelectual tem sutilmente, mas sistematicamente e certamente, convertido a teoria econômica de Marx em cultura na sociedade americana. E eles fizeram isso enquanto estávamos ocupados ganhando a Guerra Fria no exterior. Eles introduziram o "Marxismo Cultural" no mainstream da vida americana ao longo de um período de trinta anos, enquanto nossa atenção era desviada para outro lugar (Atkinson, 1999). (...)
Entre os
intelectuais marxistas, os mais regularmente citados como refletindo a adesão
da escola podem ser encontrados no capítulo de Raehn (2004) "As Raízes
Históricas do 'Politicamente Correto'". Em particular, este capítulo,
novamente retirado do "Politicamente Correto: uma curta história de uma
ideologia", inclui biografias curtas de Georg Lukacs, Antonio Gramsci,
Wilhelm Reich, Erich Fromm, Herbert Marcuse, Theodor Adorno, e Max Horkheimer.
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| Antonho Gancho |
Além das variedades de interpretações de um grupo político, para os próximos destes, na Europa e nos Estados Unidos, a "batalha" que está sendo empreendida para conservar os "valores ocidentais" pode ser resumida da seguinte maneira: são os "que lutam" contra o Marxismo Cultural, que veem a ideia que gira em torno da afirmação de que os marxistas de ontem teriam uma tarefa muito difícil para encontrar hoje "o proletariado" para apoiar a sua causa revolucionária/metas.
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| Folgado, hein, Kaus Marquis! |
Em relação à estratégia, a teoria afirma que os marxistas culturais devem acusar seus inimigos de serem racistas, antissemitas, homofóbicos, fascistas, nazistas e conservadores, o que permite a implementação de uma linguagem "politicamente correta", e a proibição de crítica do Marxismo Cultural.
Com isso, o objetivo final dos marxistas culturais, de acordo com a teoria da conspiração, é desacreditar instituições como a nação, pátria, hierarquias tradicionais, autoridade, família, Cristianismo, moralidade tradicional em favor do surgimento de uma nação global ultra igualitária e multicultural, sem raízes e sem alma. Conforme Raoul Girardet observou, com tal teoria da conspiração global, "todos os fatos, sejam quais forem suas causas, são reunidos, em uma lógica dura e rápida, em uma causalidade única, tão fundamental quanto todo-poderosa"[2].
Outras postagens:
Parte I. A quem embarca
Parte II. O chamamento exclusivo e a promessa da inclusão
Parte III. Do jugo suave dos incluídos e a Ignominiosa coação.
Parte IV. Coação como falta disciplinar
Parte V. O Calvinismo defraudado!
Parte VI. A saga dos títulos perdidos do Atlético-MG e a conspiração cruzeirense
Parte VII. Apocalipcismos, milenarismos e os “judeus”: alguém para pagar o pato.
Parte VIII. O marxismo cultural.
Parte IX. Bolsonaro como um santo libertador do Brasil do marxismo cultural.
Parte X. O dom da profetada e o da palavra da pseudociência.
Parte XI. A doutrina da predestinação, liberdade de consciência e a inviolávelreserva do coração.
Parte XII. A salvação, saúde e sanidade espiritual e mental.
Parte XIII. O fascismo insano.
Parte XIV. A ameaça de canhões do Forte Orange.
Parte XV. Em respeito à liberdade deconsciência individual.
Parte XVI. A bendita pauta decostumes, matéria a ser discutida, que gera incidentes de coação
[2] Jamin,
Jérôme Marxismo Cultural: Uma Pesquisa - - Universidade de Liège - Political
Science. https://onlinelibrary.wiley.com/doi/abs/10.1111/rec3.12258









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