A SALVAÇÃO, SAÚDE E SANIDADE ESPIRITUAL E MENTAL.: O CALVINISMO DEFRAUDADO, CONSCIÊNCIAS VILIPENDIADAS. PARTE XII.
A salvação, saúde e sanidade espiritual e mental.
De Calvino são as palavras que borrifam a nossa mente, como um sal que despertará o sabor da boa refeição, temperada: “Deus promove sua união conosco e o laço desta união é a santidade”. Respeitada a “reserva” dentro de cada um de nós! Sem o respeito a essa “reserva” não pode haver uma sã comunhão, sadia.
Santidade rima com sanidade, daí sermos autorizados a dizer “sã doutrina”, “sã consciência”, “sanidade mental”. Em uma de minhas raríssimas palestras, por ocasião da comemoração do Dia da Reforma, em 1° de novembro de 2011, tive a oportunidade de refletir sobre uma dessas “bifurcações calvinistas”. Num rasgo de euforia inventei que a aplicação dos princípios ou pilares da reforma, cinco ou seis, ou mais, poderia ser a “penicilina para o mundo”. Continuo ainda com a mesma verve, não muito recatada ou modesta, mas diria que é a vacina de que o mundo precisa.

A Reforma Protestante foi um dos acontecimentos mais marcantes em toda a história, não há outro que se lhe rivalize[1]em termos de impacto e a abrangência mundial. Não há acontecimento da nossa história que se possa comparar a esse em termos de durabilidade, permanência e continuidade ou expansão.
A Reforma atraiu para si o anseio do povo por salvação, consagração, vida plena, por cura. Contrariando previsões pessimistas, em relação às contraindicações, de que a liberdade apregoada pelos reformadores redundasse no seio da sociedade em libertinagem, devassidão e imoralidade sem controles, as multidões aderiram à Reforma.
Irmãos, se hoje perguntarmos para o povão, qual o anseio de suas vidas, dirá, “Além da saúde, que está em primeiro lugar, e que é um dom, um presente de Deus, eu quero comida, casa, roupa lavada e um dinheirinho para sair por aí”.
[Sem o saber], o anseio dos povos está em Provérbios 10:22: “A benção do Senhor enriquece e, com ela não traz desgosto” (ARA). Outra versão diz “a benção do Senhor enriquece e não acrescenta dores” (ARC). Mas há uma versão da Bíblia, e justamente uma versão católica, a Bíblia de Jerusalém – BJ que diz, “É a benção de Yhaweh que enriquece, e nada ajuda a fadiga”.
Tudo o que os povos mais desejam é a benção de Deus, a benção que Deus outorgou a Abraão e a ele veio com a promessa de que “em ti serão benditas todas as famílias da terra” ou “por ti serão benditos todos os clãs da terra” - BJ.
A solução não está em se fatigar para conseguir comida, roupa lavada e algum tempo livre, para o exercício da liberdade de ir e vir. Com o trabalho, com a fadiga diária, se alcança relativamente tudo. Mas e a saúde? Não se trata aqui de reduzir a salvação à recuperação da saúde física. Não é disso que se trata. Mas o fato é que a saúde plena tem tudo a ver com a salvação.
Saúde e salvação são termos derivados das palavras gregas “soter”, “soteria” e das latinas “salus”, “salvus”, que evocam o termo hebraico “shallon”. Todo mundo tem pouca ou muita saúde, mas todo mundo está espiritualmente doente e precisa desesperadamente de recuperar a saúde e depois dela recuperada, mantê-la. A salvação é cura. Mas também essa cura abrange resgate, libertação, redenção de uma condição infeliz ou imperfeita, que incomoda, humilha, desanima, compromete.
A ideia que gostaria de transmitir esta manhã é a de que quem é salvo, curado, sadio, andou carecendo, necessitando, urgindo, do verdadeiro bem estar. Disse Jesus: “Deixo-vos a minha paz”, a minha shallon, a minha saúde, “vos dou; não vo-la dou como dá o mundo... Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize”. – Jo 14:27.
Interessante que no início se falou de bactéria (ou virus) que ataca. Mas a verdade é que ela ataca e prevalece no corpo com o sistema imunológico fraco, debilitado... Não fosse a penicilina... Não fosse a providência de Deus para a cura! Por essa ideia que hoje se transmite, Apocalipse 22:1-5 diz, para o justificado de Deus há uma perspectiva de futuro gloriosa:
“Então me mostrou o rio da água da vida, brilhante como cristal, que sai do trono de Deus e do Cordeiro. No meio da sua praça, de uma e de outra margem do rio, está a árvore da vida, que produz doze frutos, dando seu fruto de mês em mês; e as folhas da árvore são para a cura dos povos. Nunca mais haverá qualquer maldição. Nela estará o trono de Deus e do Cordeiro, e os seus servos o servirão, contemplarão a sua face; e na sua fronte está o nome dele. Então, já não haverá noite, nem precisarão eles de luz de candeia, nem da luz do sol, porque o Senhor Deus brilhará sobre eles, e reinarão pelos séculos dos séculos”.

Outras postagens:
Parte I. A quem embarca
Parte II. O chamamento exclusivo e a promessa da inclusão
Parte III. Do jugo suave dos incluídos e a Ignominiosa coação.
Parte IV. Coação como falta disciplinar
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Parte VI. A saga dos títulos perdidos do Atlético-MG e a conspiração cruzeirense
Parte VII. Apocalipcismos, milenarismos e os “judeus”: alguém para pagar o pato.
Parte VIII. O marxismo cultural.
Parte IX. Bolsonaro como um santo libertador do Brasil do marxismo cultural.
Parte X. O dom da profetada e o da palavra da pseudociência.
Parte XI. A doutrina da predestinação, liberdade de consciência e a inviolávelreserva do coração.
Parte XII. A salvação, saúde e sanidade espiritual e mental.
Parte XIII. O fascismo insano.
Parte XIV. A ameaça de canhões do Forte Orange.
Parte XV. Em respeito à liberdade deconsciência individual.
Parte XVI. A bendita pauta decostumes, matéria a ser discutida, que gera incidentes de coação
[1] Talvez comparável ao marxismo, que veio na esteira das revoluções inglesa, americana, francesa, russa. Todas elas vieram após a inauguração da era com a revolução protestante, assim chamada por Pio XII.



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