O JUGO SUAVE DOS INCLUÍDOS E A IGNOMINIOSA COAÇÃO: O CALVINISMO DEFRAUDADO, CONSCIÊNCIAS VILIPENDIADAS. O SERIADO QUE TRATA DA COAÇÃO POLÍTICA E IDEOLÓGICA NAS IGREJAS EVANGÉLICAS. PARTE III.

 O jugo suave dos incluídos e a ignominiosa coação

Todos sabemos o que é suave, aquilo que não acontece com intensidade. Vejam os  sinônimos de “meios suaves” que podemos empregar: meios fracos, moderados, discretos, ligeiros, modestos, leves, módicos, tênues, brandos, débeis, amenos[1]. O alvo de alcançarmos o suave o compreendemos quando consultamos os seus sinônimos de suave: harmonioso, melodioso, melífluo; macio, brando; aprazível, agradável, ameno, leve e manso; meigo, terno, carinhoso e doce; delicado e fino.



O que dizer do antônimo de suave? O inverso do suave é áspero, indelicado, ríspido e rude; abrupto e íngreme. Antônimo de suavidade, rudeza, aspereza. Suavizar é abrandar, diminuir, pois o contrário disso é agravar, exacerbar. Chegou aonde eu queria. Você chegou? 

Tudo o que se exacerba conspira contra a liberdade que conduz ao descanso “para a vossa alma” recebe o nome de coação. E conspira contra a liberdade. 




As pessoas vão direto ao assunto que se lhes palpitam e logo mencionam o avanço da “ideologia de gênero” o qual tem-nas muito preocupado juntamente com as “muitas outras coisas que com certeza você também deve abominar”. Portanto, de forma também objetiva, concreta, coação é quando a pessoa diz que você precisa, até por fazer jus a obra sobrenatural de Deus, confirmar sua conversão, aderir a essa ou aquela ideologia, senão você vai para o inferno! Coação é quando você chega a alguém e diz “nesse ministério não aceitamos comunistas ou socialistas”! Então eu devo coagir alguém a uma adesão política porque estou preocupado com as abominações do mundo e, por exemplo, o Bolsonaro promete combater as abominações do mundo? 

Coação é quando alguém na casa de Deus diz que ou se está com Bolsonaro e está com Deus, ou se está contra ele e a Deus, pois não tem preocupação com as abominações do mundo! Exacerba no peso ao jugo igual que se nos impôs os crentes! Conspira contra a obra salvífica. Trai o testemunho e o compromisso com Jesus que convida “vinde a mim!” e “todo (toda pessoa) o que o Pai me dá virá a mim; e o que vem a mim de maneira nenhuma o lançarei fora” – João 6:37. Pois quem somos nós para lançar fora quem a Jesus o Pai lhe deu? 

Parece haver muitos que pensam que estamos debaixo da obrigação de coagir. Trazer a ferros! Tirar do saco os peixes ruins, detectar os que declinaram do convite à grande ceia. Não cabe a nós fazer ou aferir o chamado coercitivo da vocação eficaz aos eleitos, “obriga-os a entrar” tampouco o “obriga-os a sair”. 

Depende de nós detectar e separar , conforme entendermos como “atitude cristã” os que são “comunistas” os que “persistirem em pregar a realidade do poder transformador do evangelho de Cristo”, visto que o “comunismo é uma filosofia de vida contrária ao espírito e à doutrina evangélica”?

“... Os ímpios serão retirados da multidão dos justos. 

O termo ímpio é abrangente: ele se refere, também, àquelas pessoas que na aparência fazem parte da igreja, mas no íntimo não têm qualquer ligação com a verdadeira igreja. Com a boca confessam o Credo dos Apóstolos, mas em seus corações não possuem a fé genuína em Jesus Cristo” .

Mas, segue a trollada, qual a parte da parábola da rede, do pescador-peixeiro, anjo da morte, semelhante à do joio infiltrado ao trigo, que você não entendeu?

Se for assim, todos somos pescadores de homens, e dentre os pescadores, tem os peixeiros, aqueles escolhidos para assentarem à praia e separar como “anjos da morte” da parábola do joio e do trigo, os peixes bons dos ruins! Imagino a cena de Jesus convocando os seus pescadores de homens, e como na brincadeira do “passa o anel”, “o senhor passou o anel? O anel? O anel? Para quem o senhor passou o anel? Você!”, Jesus passeia com o seu dedo indicador na forma de arminha: “Meu peixeiro? Aonde está meu peixeiro? Meu peixeiro? Você! Meu anjo da morte dos últimos dias! Você!” É isso?

Outras postagens:

[2] CE-1956-096 – Quanto ao Documento Intitulado “Avaliação”, enviado pela CBM, a CE-SC/IPB resolve: […] 7) Em referência à atitude cristã quanto ao comunismo, persistimos em pregar a realidade do poder transformador do evangelho de Cristo, crendo que o comunismo é uma filosofia de vida contrária ao espírito e à doutrina evangélica.”

[3] https://sites.google.com/site/teologiatextos/parabola-da-rede

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